The Connected Familly

Sábado, Fevereiro 07, 2004

"... a indústria da informática tem um grande interesse em dotas as escolas de computadores, independentemente do modo  como eles venham a ser utilizados. Mas todos os computadores que entrem na escolas, mesmo por razões de natureza conservadora criam oportunidades para o aparecimento na escola de mudanças importantes, ou mesmo radicais." (Papert, 1997: 218).


Neste capítulo, Papert realça a introdução dos computadores na escola e as reacções de todos aqueles que a integram.


Esta mudança constituiu-se favorável e agradável para alguns, no entanto (e na minha opinião, infelizmente), alguns professores são ainda muito pouco receptivos a esta nova forma de aquisição de conhecimentos e de desenvolvimento de capacidades.


Na minha opinião o uso do computador nas escolas, tem-se vindo a tornar cada vez mais necessário, no entanto é necessário ter cuidado e atenção com o uso que vão fazer dele, é importante que funcionem no sentido de promover as práticas educativas e não como mais uma forma de lazer (até porque nos dias de hoje já existem bastantes, para todos os gostos).


 


No entanto, será que as escolas têm interesse em promover o uso desta tecnologia?


Sexta-feira, Fevereiro 06, 2004

Conclusão 

“As Crianças deviam brincar ao sol e ao vento em vez de estarem coladas ao teclado”(Papert,S.p266)
Será?

Quinta-feira, Janeiro 29, 2004

O Futuro 

Papert termina a jornada “ a família em rede” com três histórias especulativas sobre as crianças e a tecnologia, cada uma delas partindo do passado distante em direcção ao futuro imediato:

• Construindo brinquedos – algumas actividades, como a construção de torres, contribuem para o desenvolvimento de uma percepção intuitiva de conceitos da física como o equilíbrio e a estabilidade, mas há muito mais em jogo.

• Brinquedos sociais – Aqui o padrão histórico é formado por dezenas de milhares de anos em que se verificam pequenas mudanças por um período de alguns séculos de transformação moderada, e pela explosão moderna da novidade possibilitada pelo aparecimento das novas tecnologias e materiais. Assim, enquanto o computador vau invadindo o universo infantil, a nossa preocupação deve dirigir-se no sentido de assegurar que, aquilo que há de bem na actividade brincar, seja pelo menos preservado, a mediada de que o conceito “brinquedo” inevitavelmente se altera.

• Ler, escrever e contar – A maior parte das pessoas insistem em que as competências básicas, são apenas uma componente da dieta intelectual equilibrada da escola, constituída pela compreensão da história e da ciência, e pelo desenvolvimento de criatividade das relações sociais, e dos princípios éticos. A identificação da capacidade ler, como forma de medir a “ taxa de desenvolvimento dos países” tem perdido terreno para poder passar ás novas competências que cada pessoa tem com o computador. Hoje em dia um simples emprego, não requer apenas as competências básicas de ler, escrever e contar, os indivíduos têm que adquirir outro tipo de competências próprias desta nova geração, para poderem ser bem sucedidos. Papert considera discutível, se a prioridade que se atribui ás competências básicas continuará a fazer sentido, à medida que se vão formando disponíveis outros meios de acesso ao conhecimento. Eu considero que não, pois basta olhar para o “mundo de fora” e prestar atenção aos novos requerimentos das fichas de candidatura aos diversos empregos, em quase todos eles, senão mesmo todos, vêm a componente da informática, para medir o conhecimento e a destreza do funcionário nessa área.



Projectos em família (Cap. VI) 

Ao ler o capítulo VI do livro do Papert, não pude deixar de pensar na minha família e, em especial, nos meus pais. De facto, lembrei-me quando, um dia destes, abria um e-mail que continha um vídeo da minha sobrinha. Os meus pais que sempre foram bastante "avessos" à Internet e aos computadores, não puderam deixar de ficar radiantes por conseguirem ver como é que já podemos ver alguém que se encontra na Madeira.

Talvez tenha havido esse interesse por se tratar da neta deles (dos meus pais)... O que é facto é que eles agora já encaram a Internet de um ponto de vista mais aberto e positivo... Já não vêem a 'net como algo que só corrobora as mentes e que só serve para gastar dinheiro, tempo, fazer mal aos olhos, etc....

Conclusão... O que é preciso é encontrar um motivo, um incentivo, algo que atraia o interesse das pessoas que nunca tiveram um computador a vida toda e que, portanto, nunca souberam trabalhar com as novas tecnologias... Foi essa a principal reflexão que este capítulo me trouxe.

No entanto.... Não posso deixar de achar que a realidade ainda é bastante mais limitada do que as ideias de Papert...

Quarta-feira, Janeiro 28, 2004

capitulo VII 

Entre as funções que tradicionalmente continuam a ser atribuídas à escola, sobressai a de transmissora dos saberes que numa dada época são considerados socialmente úteis. Nos nossos dias, perante o papel algo hegemónico ocupado pelos meios de comunicação de massas nesta transmissão, esta função tem vindo a ser questionada. O permanente fluxo de informação veiculado pelos meios de comunicação de massas, modificou consideravelmente o modo como passaram a ser encarados os sistemas tradicionais de educação, revelando as suas debilidades e forçando a sua mudança, nomeadamente através da ampliação do campo das actividades autodidácticas e acentuando o valor das atitudes activas e conscientes para a aquisição de conhecimentos.
Neste contexto é inevitável que a escola se adapte aos novos desafios decorrentes da evolução da sociedade. Torna-se necessário definir um novo perfil de escola, por oposição a escola tradicional, no entanto, o papel da escola e dos professores não deixa de ser de extrema importância, antes pelo contrário.
Estes têm sim, que admitir que deixaram de ser a fonte exclusiva do saber, pois a informação está ao alcance de todos, até das crianças, mesmo fora do contexto institucional. Saber admitir e encarar esta realidade, tal como saber lidar com ela e tirar o melhor partido da mesma é agora o novo desafia que se coloca aos agentes educacionais e que todos afirmem o mesmo que afirmou o professor citado por Papert: “Tudo isto me fez sentir que não podia continuar a fazer de conta que sabia tudo, o que foi um enorme alívio!” (p.225)

cap. IV 

“ O escândalo da educação reside no facto de sempre que ensinamos algo estamos a privar a criança do prazer e do benefício da descoberta” (p.103).
A aprendizagem de uma criança fundamenta-se na compreensão, é com a experiência, por tentativas e erros, que a criança percebe e aprende, não basta um adulto dizer que é desta forma ou daquela que as coisas funcionam – é neste sentido que Papert defende a utilização de jogos de vídeo educativos, pois estes podem levar uma criança a novas aprendizagens, posto que ninguém faz algo para a estimular, apenas, alguém, cria uma situação, em que é a criança que faz alguma coisa, fundamentando-se na compreensão.

ana alonso

O terceiro capítulo fala-nos das distinções bem visíveis nos nossos dias, entre a “aprendizagem tradicional e aprendizagem por computador”(p:64), pois enquanto que numa existe um “contacto humano e afável”(p:64), na outra a realidade é mais de uma “atmosfera desumana e mercantil”, como nos é descrito pelo autor ao fazer o retrato da lojinha Abacatus em contraste com a maior loja de brinquedos da região.
Apesar de tudo, tanto uma como a outra trazem lados positivos e negativos, mas quando se fala de aprendizagens por computador/Software, à que ter conhecimento e noção do que se está a comprar, pois, na sua maioria, “as decisões fundamentais dos pais sobre o quê e como os seus filhos aprendem é fortemente influenciados pelos resultados de um processo de selecção, no qual o estardalhaço produzido pelos meios de comunicação social pode prevalecer sobre a filosofia educativa”(p:65).
Por estas razões, entre outras, considero que nunca é demais relembrar alguns dos princípios básicos, quando se fala deste tipo de educação:
- Procurar software que permita a quem aprenda encarregar-se das suas próprias explorações, construções e criações;
- Procurar programas que permitam que os raciocínios difíceis e aprendizagem de factos possam ser treinados e reforçados;
- Procurar programas que viabilizem actividades que possam ser discutidas em colaboração entre pais e filhos, de um modo em que saia reforçado o orgulho da criança em exercer o seu domínio;
- Procurar programas que equilibrem componentes de vária ordem para o intelecto da criança.
À pois que cortar com a tendência natural cujo “critério principal consiste no alinhar em «modas» - comprar o que os vizinhos referiam”.

ana alonso

Confesso que quando vi o livro pela primeira vez, olhando para um título aparentemente pouco sugestivo, nunca pensei que este tivesse, na realidade, muito para nos dizer e, acima de tudo, fazer pensar, pois trata de temas muito actuais e que se prevê terem ainda muito para dizer – as tecnologias na educação – isto porque, tal como o próprio autor afirma, “nenhum dos problemas mundiais será resolvido, a não ser que as pessoas, nomeadamente as da próxima geração, aprendam melhores formas de pensar do que as que deram origem aos problemas actualmente existentes”(p.42).
As tecnologias na educação, quando bem aplicadas são de facto uma mais valia para a aprendizagem, nisso acho que ninguém tem duvidas, no entanto, esta “luta” entre os Ciberutópicos e Cibercríticos, talvez nasça também de um medo, destes últimos, pelos limites que aparentemente não existem, ou seja: até que ponto irá a nossa dependência pelas máquinas, estamos cada vez mais a entrar num ciclo vicioso, ciclo esse que cada vez mais se vem a apoderar também da educação, daí que sejam compreensíveis as preocupações dos Cibercríticos. Nestas questões acho que Papert tem uma visão bastante racional “é necessário encontrar uma melhor abordagem do que simplesmente escolher lados”(p.42). Penso que a seguinte mensagem diz tudo relativamente a estas questões, “depende de si, muito mais do que aquilo que poderá pensar, o delinear do seu futuro e do dos seus filhos, no que diz respeito ao computador”(p.43).

Quando falava, na minha reflexão do primeiro capítulo, das dificuldades que os pais têm ao lidar com o avanço extraordinários das novas tecnologias e com as mudanças que estas trouxeram a todos o níveis, penso, tal como Papert, que estas são em muito equivalentes ás dificuldades que os professores se deparam quando tentam criar uma parceria entre os computadores e o ensino. Estes, tal como aborda o autor, comportam-se realmente como umas “tecno-avestruz”, pois esquecem-se que tal tecnologia só funciona se criarem condições para tal, se existirem “espantosas mudanças, muito para além de um mero aperfeiçoamento”.

ana alonso

Segunda-feira, Janeiro 26, 2004

A escola


"A escola é um caso notável de uma área que não sofreu grandes mudanças ... sim a escola mudou... mas não tanto como isso.” (Papert, S. 1996: 212)


De facto a entrada das novas tecnologias no contexto curricular formal das escolas é um processo recente e extremamente complexo no meu ponto de vista. Concordo com o autor quando afirma que "a Escola mantém-se, nos seus aspectos essenciais, muito semelhante ao que sempre foi, e as mudanças entretanto verificadas (quer para o melhor, quer para o pior) não podem ser atribuídas à tecnologia" (Papert, S 1996: 204).

Conseguir uma escola melhor passa pela introdução do computador na formação inicial dos professores. Para que aprendam a trabalhar com ele e assim proporcionar diferentes formas de o utilizar como uma ferramenta de aprendizagem.

A fraca utilização das tecnologias, nomeadamente, por parte dos professores, não incentiva a tomada de consciência do papel fulcral da sua utilização na educação.





A Escola

 

"História de umprofessor a aprender"(pp224)



Como na chegada de outros media, os computadores foram bem aceites por uns e mal vistos por outros. Alguns professores tiveram dificuldades em aceitar os computadores na aula, pois tinham receio que estas máquinas lhes roubassem o seu lugar de educadores e também porque njão tinham tempo de aprender a lidar com os computadores.
Papert dá um exemplo desta realidade no capítulo 7 do seu livro. Um professor que tinha receio de perder o lugar de educador, uma vez que não dominava totalmente esta àrea. Este professor acabou por perceber que errar é bom, pois através do erro é que se efectuam novas aprendizagens.
No meu caso, e por até à bem pouco tempo não ter um contacto tão sistemático com computadores, aprendi a deixar de ter medo de experimentar e assim fui descobrindo novas funções do computador, ou seja, fui aprendendo.





Projectos

 

Neste capítulo o autor fala dos vários projectos que se podem fazer através das tecnologias.
Interessou.me principalmente a parte relativa à Internet, uma vez que vou realizar uma apresentação deste tema na aula.
Como afirma Seymour Papert, "...a Internet é uma optima fonte de material...".(pp:158). Esta fonte pode ter várias utilizações, tudo depende daquilo que cada um procura obter.

Contudo, esta fonte inesgotavél de informação tem de ser avaliada pelos utilizadores, uma vez que se pode encontrar de tudo na Internet e que a informação ai disponível não é sujeita a nenhum tipo de avaliação.
Neste sentido existem alguns critérios segundo os quais a informação pode ser avaliada, são eles a exactidão, a actualidade. os autores,a objectividade e o conteúdo.

Domingo, Janeiro 25, 2004

capitulo7 "A escola"



a indústria da informática tem um grande interesse em dotar as escolas de computadores, independentemente do modo como eles venham a ser utilizados.”

Segundo o autor os computadores que entram nas escolas criam oportunidades para que se realizem mudanças importantes. A meu ver mesmo que estes sejam utilizados para investigar ou mesmo para brincar os alunos estam sempre a aprender. Assim, numa escola é fundamental que haja computadores, para que todos os alunos possam estar ligados tanto com as novas tecnologias como o mundo que os circula. Através da Internet, alguns alunos podem reter muitas informações que não teriam oportunidade de o fazer se a escola não tivesse computadores. Assim, a Internet pode ser um meio pelo o qual o aluno aprende, sem saber que o está a fazer.

Capítulo 8 - O futuro (pag. 245) 

" Esta qualidade (plasticidade) transporta as crianças para níveis mais complexos de actividade, desenvolvendo um estilo intelectual, criativo que dá primazia à fluidez e à abertura."

Muitos dos brinquedos com que as crianças de hoje brincam, a sua grande maioria não incentiva ao desenvolvimento das capacidades intelectuais da criança.

No entanto, os legos, continuam a ser um dos brinquedos mais comprados, precisamente porque são brinquedos concebidos com o objectivo de permitir o desenvolvimento das capacidades da criança, tais como a criatividade, o espírito de abertura etc.

É muito mau que a maioria das crianças perfiram os bonecos de combate. os robots e afins do que os brinquedos que de uma forma ou outra iriam permitir o seu divertimento e ao mesmo tempo o desenvolvimento das suas capacidades.

Capítulo 7 - A escola (pag. 206) 

"a forma como segundo a qual os computadores são usados - ou não são usados - para melhorar a educação, pode ter importantes consequências no futuro do país e do próprio mundo e, naturalmente, em cada um de nós e na nossa família."

A utilização dos computadores para fins educativos, é essencial, principalmente naquilo que considero ser motivador.

A pesquisa via internet, a elaboração de trabalhos via computador é algo bem mais motivador do que a leitura, a aprendizagem por via de memorização ou exposição, métodos estes muito utilizados na escola clássica, mas que nos dias de hoje se encontra "ultrapassado". A aprendizagem por via de material tecnologico é bem mais motivador para o aluno, permitindo aumentar as suas capacidades criativa, interactiva etc.

Assim, o aluno torna-se um elemento mais activo na construção da sua própria aprendizagem.

Dos brinquedos de ontem
aos brinquedos de hoje


Neste último capítulo, Papert refere-se
sobretudo à evolução dos brinquedos e do seu efeito pedagógico no desenvolvimento e formação criativa da criança desde os tempos mais remotos em
que os brinquedos eram feitos de madeira, metal ou plástico, até aos actuais, que são essencialmente brinquedos virtuais, como os computadores e outros jogos!


Mas para além da sua evolução, Papert salienta também as insuficiências e as virtudes de uns e outros brinquedos, e os sentimentos e afectos provocados por ambos, perspectivando ainda aquilo que poderão dar os brinquedos no futuro e a possibilidade destes se tornarem interactivos às mãos das próprias crianças.

Cada vez mais as crianças procuram os brinquedos de "bits" e vão esquecendo os velhos brinquedos... mas... não será um pouco perigoso as crianças desde cedo, ficarem tão aficionadas a estes jogos virtuais?

Papert afirma que "...esta qualidade transporta as crianças para níveis mais complexos de actividade, desenvolvendo um estilo intelectual criativo que dá primazia à fluidez e à abertura..." (Papert, 1996:245)

Mas..e o Lego, como Papert refere? O lego não desenvolve esse "estilo intelectual criativo"? Porque terão as crianças que se prenderem logo às novas tecnologias?
Não lhes tiro a qualidade, nem lhes tiro a importância na aprendizagem, mas apenas acho que não são o único brinquedo que podem desenvolver a criança a nível cognitivo.


Sexta-feira, Janeiro 23, 2004

Ler, escrever e contar. . .

        Estas são competências que hoje são essenciais para viver em sociedade. Portanto motivar uma pessoa a ler, a escrever  e até mesmo a contar é muito importante. É um facto, que os computadores com os seus
softwares educativos, a Internet e e o trabalho com muitas outras tecnologias podem em muito contribuir para ajudar as crianças na aquisição de tais competências básicas. No entanto, sem me querer contradizer e pensando um pouco ao contrário de Papert, penso que podem, sim, ajudar, mas não apoio a ideia de que tal ajuda se situe em anos anteriores àqueles que ela própria tem para adquirir e desenvolver tais competências. Noutras palavras, não acho correcto ensinar uma criança a ler, a escrever e a contar precocemente com a ajuda de um computador ou de qualquer outra tecnologia. Não ponho o problema no material que se utiliza, mas apenas no tempo em que se quer utilizar tal material. Isto porque, uma criança tem o seu próprio tempo, no seu desenvolvimento, para brincar e, portanto, desta forma estaríamos a retirar-lhe a coisa que ela mais preza - a "brincadeira" - introduzindo-a num mundo que, provavelmente ainda, não lhe será muito atractivo. Aliás, o que preferiam se tivessem 3 anos? Estar no recreio a brincar às escondidas ou numa sala  com um computador a clicar, a clicar? Para não falar que se quebraria aquilo pelo qual se lutou no passado: a
definição de criança como tal e não de criança como "adulto em miniatura", porque lhes estaríamos a roubar o tempo para as suas brincadeiras, próprias da idade, tal como acontecia antes onde
as crianças não tinham espaço para crescer como tais.

            Acredito que uma criança mexeria sem cessar no computador, mas talvez apenas seria motivada pela vontade de brincar, mas penso que se na sala ao lado ouvisse risadas de outras crianças provavelmente iria escolher estar ao pé delas e a participar nas suas brincadeiras. Logo, não seria difícil mantê-la sentada numa cadeira a clicar para aprender a ler, a escrever e a contar? Seriam úteis este tipo de aprendizagens para crianças com dificuldades em aprender a ler, a escrever e a contar. Também , talvez, para crianças que já tivessem essas competências de modo a desenvolver a sua própria leitura, escrita e as suas próprias "contas".


A cultura familiar da aprendizagem (Cap. V) 

A família sempre foi, é sempre e sempre será o nosso refúgio. Talvez isso se deva ao facto de ser com ela que nascemos, que crescemos e que está sempre do nosso lado. Assim, torna-se óbvio concluir que talvez seja junto dela que passamos uma grande parte do nosso tempo vital, pelo que assume uma papel fundamental em tudo o que somos.
E uma parte daquilo que somos é o resultado de todo um processo de construção que sofremos desde o momento em que nascemos até morrermos. Não obstante a tudo isto, há que salientar o facto de sermos um reflexo dos nossos próprios pais e da própria educação que eles receberam.
A primeira vez que eu, por exemplo, tive um computador em casa foi quando tinha já 17 anos. Os meus pais nunca souberam mexer num computador, e talvez por isso, nas primeiras vezes que experimentei "explorar" um, quase que tinha medo. Cresci com muitos outros privilégios mas o computador nunca foi um desses privilégios. Com efeito, acredito que, se tivesse uns pais que tivessem crescido em contacto com um computador, quando comecei a "relacionar-me" com um, tivesse tido muito mais facilidade. Mas isso não aconteceu!
Contudo, concordo com Papert quando ele fala em "cultura familiar de aprendizagem". Um dia que tinha os meus filhos, e caso tenha possibilidades, vou seguir a sua sugestão de criar momentos de partilha, de lazer e, ao mesmo tempo de aprendizagem, nomeadamente tirando o melhor partido do computador e das novas tecnologias.
Acima de tudo, temos de atender ao progresso de tudo e esse progresso passa pelas novas tecnologias e um momento importantíssimo da aprendizagem passa pela instituição "família".


 









A cultura familiar da aprendizagem  A família sempre foi




A cultura
familiar da aprendizagem
(Cap. V)




A família sempre
foi, é sempre e sempre será o nosso refúgio. Talvez isso se deva ao facto de
ser com ela que nascemos, que crescemos e que está sempre do nosso lado. Assim,
torna-se óbvio concluir que talvez seja junto dela que passamos uma grande
parte do nosso tempo vital, pelo que assume uma papel fundamental em tudo o que
somos.


E uma parte daquilo
que somos é o resultado de todo um processo de construção que sofremos desde
o momento em que nascemos até morrermos. Não obstante a tudo isto, há que
salientar o facto de sermos um reflexo dos nossos próprios pais e da própria
educação que eles receberam.


A primeira vez que
eu, por exemplo, tive um computador em casa foi quando tinha já 17 anos. Os
meus pais nunca souberam mexer num computador, e talvez por isso, nas primeiras
vezes que experimentei "explorar" um, quase que tinha medo. Cresci com
muitos outros privilégios mas o computador nunca foi um desses privilégios.
Com efeito, acredito que, se tivesse uns pais que tivessem crescido em contacto
com um computador, quando comecei a "relacionar-me" com um, tivesse
tido muito mais facilidade. Mas isso não aconteceu!


Contudo, concordo
com Papert quando ele fala em "cultura familiar de aprendizagem".
Um dia que tinha os meus filhos, e caso tenha possibilidades, vou seguir a sua
sugestão de criar momentos de partilha, de lazer e, ao mesmo tempo de
aprendizagem, nomeadamente tirando o melhor partido do computador e das novas
tecnologias.


Acima de tudo, temos
de atender ao progresso de tudo e esse progresso passa pelas novas tecnologias e
um momento importantíssimo da aprendizagem passa pela instituição
"família".



 


 







Quinta-feira, Janeiro 22, 2004

A minha escola e a tua... 

Num mundo com tantas contradições, o futuro torna-se um tempo incerto!

Ao longo de todo o meu percurso escolar nunca fiz de uma ideia poderosa! Agora que estou neste curso, sinto-me um meio em construção de uma ideia poderosissíma, «Mudar um mundo através da Educação».
Sei que, actualmente, a mentalidade escolar que o país e o mundo possuiem não permite a utilização de todo o potencial dos recursos que nos rodeiam. Mas acredito que são pessoas como os alunos deste curso (Ciências da Educação) que vão mudar isso!!!
Eu entrei na faculdade com conhecimentos muito rudimentares ao nível dos computadores e hoje em dia estou a construir um site. Esta acção era apenas uma fantasia na minha cabeça e para muitos vai ser sempre.
No entanto, eu junto-me a Papert e escolho acreditar que o amor que as crianças sentem naturalmente que vai mudar a visão da tecnologia por parte dos educadores que estão espalhados pelo mundo!

A ideia mais poderosa que podemos ter é que nunca atingiremos a plenitude da tecnologia nas nossas escolas sem adquirirmos fluência tecnológica, e isso.... só agindo!!!

Para concluir esta experiência enriquecedora, quero agradecer:
aos meus colegas pelos contruibutos e posteriores reflexões que me obrigaram a ter;
ao professor por me indicar este livro;
a amigos extra-faculdade que tiveram discussões acesas comigo devido a certas ideias de Papert;
e a Papert pelas ideias fabulosas que me deu e que me fizeram a idealizar um projecto familiar!

Obrigado pela atenção a tenham muitas ideias poderosas!!!

Quarta-feira, Janeiro 21, 2004

Capítulo VIII - A escola dos tempos de hoje.. (Papert, 1996:226) 

Como está a escola dos tempos de hoje?

Embora a escola seja considerada uma fonte de saber de grande prestígio, ela tem vindo a descrescer na opinião de alguns autores. As crianças acreditam menos na escola que antigamente, uma vez que se vão apercebendo do atraso que esta tem perante o desenvolvimento veloz da sociedade. Vivemos numa época de grandes mudanças e de grande desenvolvimento a vários níveis. O aluno vai tendo cada vez mais noção de que a escola não é a única fonte de saber, e que há outros meios.
Penso que face ao atraso relativo á sociedade, a escola deve utilizar métodos mais convincentes e que consigam captar mais atenção dos alunos, pois caso contrário pode vir a aumentar a probabilidade de problemas de natureza disciplinar no seu seio.
.

capítulo VI - Interacção dos Adultos com os Computadores (Papert, 1996: 172) 

Actualmente, embora com menos frequência, observa-se que os adultos assumem um tipo de relação distanciada face aos computadores. Estes parecem ter medo de o utilizar, uma vez que se sentem inconfortáveis.

Tal não acontece com as crianças, pois estas adoram os computadores e sentem-se confortáveis na sua utilização. A diferença entre ambas as categorias reside no facto de estar relacionada com uma época mais moderna em que estamos a viver. Hoje em dia, as crianças são postas em contacto com os computadores ainda muito precocemente, ao passo que a maioria das pessoas mais velhas não teve esse contacto.
As tecnologias são um meio muito úti, pois através delas podemos fazer imensas coisas em tempo real. Deste modo aconselho todas as pessoas que não tenham um contacto muito directo com os computadores a experimentá-los, pois estes são de precioso auxílio na nossa vida. Considero ainda que devia constar no currículo do 1º ciclo, uma disciplina obrigatória acerca das NTIC, garantindo assim que todas as criaças tivessem igual acesso a esta "ferramenta".

CAPÍTULO VIII: O FUTURO 

Uno dos aspectos que siguem levantando mais controvérsia em o tema da informática é a dúvida de si o uso dos computadores provocará que os miúdos deixen a um lado os livros a leitura... e dediquem todo seu tempo a brincar com seus computadores.

Não devemos hoje em dia seguir pensando de esa maneira:

o computador versus a leitura - os bits versus as letras

...não são contrários, mas masi bem são dois aspectos complementares dum tudo: Nossa Cultura.

CAPÍTULO VII: A ESCOLA 


"Imagine um grupo de professores que chegasem do século passado, para ver como as coisas se passam nos nossos dias..."


Estas palavras fazem-me fechar o livro e pensar um bocadinho sobre essa possibilidade. Sentiriam-se orgulhosos esos professores de como han mudado algumas coisas?

Sentiriam curiosidade sobre como se utilizam esas pequenas máquinas chamadas computadores?

Estaríam orgulhosos de como a aumentado o número de universidades?

Descobririam nos professores de hoje novas metodologias pedagógicas ou se referiríam a elos como um reflectido dos pedagogos clasicos em tempos diferentes?

Veriam nos alunos de hoje aos alunos de suos anos?

CAPÍTULO VI: PROJECTOS 

Papert faze-me neste capítulo lembrar-me de como a minha irmã quando era mais pequena (agora já tem 14) gostava muito de brincar com o programa Paint de Microsoft.

Ela gostava muito de desenhar e pintar e supongo que este programa era especialmente interessante para ela pois ela podia pintar, desenhar mudando constantemente de formas, tamanhos para gravarlos ou posteriormente eliminarlos.

Terça-feira, Janeiro 20, 2004

Gostava, aqui, de dizer que considero que a Cátia tem toda a razão!!! Aliás, acho que mais certa ela não poderia estar... Este livro levanta toda uma série de questões que nos fazem pensar e reflectir. Com efeito, por vezes, parece que o computador é tudo... E quem não tiver um, já pouco consegue fazer...

Com efeito, nem todas as crianças possuem esse objecto tão útil e, ao mesmo tempo, tão valorizado. E nesse aspecto, por mais que se diga que as escolas já possuem esse tipo de equipamento, que existem ciber-cafés, etc, não podemos deixar de admitir que a realidade não está bem de acordo com o que em, muitos casos, se idealiza.

Mas voltando ao comentário que a Cátia fez... De facto, cada vez mais, o objecto "computador" é dado como algo essencial... A palavra, a meu ver, é útil, não essencial.

Domingo, Janeiro 18, 2004

Brinquedos feitos de Bites

A turma está a realizar um trabalho para Práticas Educativas III que consiste em ir para uma instituição realizar tarefas relacionadas com o curso. No meu caso, estou numa escola a realizar a animação dos recreios. Estou a realizar mais a minha colega de grupo (Carina) um projecto que tem em conta Jogos Tradicionais.

E toda esta explicação para quê?
Se todos tivessem a oportunidade de ver a alegria estampada no rosto das crianças quando lhes são dadas oportunidades de brincar com materiais tão simples como uma grande corda, ou um simples saco para se colocarem lá dentro e fazerem corridas....Podiam perguntar-se se as Novas tecnologias terão tanta importância na vida humana como se pensa.

Com isto não estou a dizer que não sejam importantes, apenas chamo a atenção para este pormenor que parece que hoje em dia poucos se lembram, as nossas origens!
Construir brinquedos informáticos pode ser muito produtivo, socializar pela internet é algo que pode ajudar em muito nas relações entre os sujeitos.... mas será que no fundo tudo isto não poderá ser o reverso da medalha? Será que não nos estamos a esquecer que existe mundo à nossa volta e que podemos aprender muito para alem de um monitor de computador ou de um teclado?

Para concluir os meus comentários, gostaría apenas de dizer que este livro fez-me ver os dois lados da questão e fez-me reflectir muito acerca dos meus próprios valores e sobre tudo o que pensava em relação à internet.

É estranho como um livro nos faz pensar em tantas coisas do quotidiano...

Obrigado por nos ter proporcionado esta leitura professor

A Escola
 

 


"Todas as crianças que têm em casa um computador e uma forte cultura de aprendizagem são agentes de mudança
na escola."
(Papert, 1996: 223)"


O capítulo sete é uma reflexão especialmente interessante para nós enquanto alunos do curso de Ciências da Educação e cidadãos da sociedade actual. No final deste capítulo pensei:


Quantos serão os alunos a vivenciar a experiência de uma cultura de aprendizagem familiar?
Parece-me que a nossa realidade é bem diferente da Americana.



São poucos os que podem beneficiar de um computador em casa e do apoio paternal a explorá-lo e apreciá-lo, infelizmente o nosso país é o que possuí a maior taxa de analfabetismo na Europa agregado a uma menor percentagem de frequência universitária por parte dos jovens com idades compreendidas entre os 18 e 24 anos.



Esta reflexão preocupa-me! Concordo com a citação supra referida e se as nossas crianças não podem usufruir das novas tecnologias em casa, pelo menos deveriam usá-las na sua segunda casa, na ESCOLA.



Para mim, o conceito de escolaridade doméstica no que concerne ao contexto social e económico português é completamente impensável. Temos de apostar na formação e especialização contínua de professores de modo a que os alunos possam ser também contagiados pelas novas oportunidades tecnológicas e axiológicas.



Eu vou tentar ser um agente de mudança, e tu??


Sábado, Janeiro 17, 2004

Capitulo 7 

Mudanças

No meu blog anterior esqueci-me de acrescentar algumas das mudanças que ouvimos todos os dias sobre a escola.

Todos nós ouvimos falar de crianças que por razões de saúde não podem ir à escola e lhes é faculdado um computador em casa, no qual assistem e participam nas às aulas em tempo real.

Num telejornal de um canal que não me lembro qual deu uma reportagem de um professor cego que dava aulas, adicionando a elas (aulas) a componente musical como estímulo para os alunos se interessarem , pois todas as músicas eram relativas a matérias leccionadas.

Mudanças acontecem todos os dois é preciso ter paciência e persistência que mais tarde ou mais cedo as coisas mudam.


Capítulo 7 

Imagens de Mudança

Segundo o Papert a escola não sofreu mudanças essenciais.
Afirmação com a qual eu concordo, mas penso que para que a escola sofra mudanças essenciais (se isso ocorrer) é necessário percorrer ainda um grande caminho.

Penso que já aconteceram mudanças importante, mas como todas as mudanças nem sempre se verificam em todo o lado ao mesmo tempo, o facto de na escola básica onde andei e agora é frequentada pelo meu irmão existir uma sala de computadores disponivel aos alunos é já uma ferramenta importante. Acrescentando ainda o facto de já serem pedidas pesquisas na net e trabalhos feitos em computador.

Talvez estes pequenos avanços sejam pouco comparando com os avanços noutras áreas, mas a escola é uma instituição na qual as regras estão muito enraizadas e não deixa de ser uma àrea muito importante na qual existe pouco espaço para experiências devido ao factor educação.

Mas penso que as mudanças na escola vão quase imperativamente acontecer, mesmo que demorem, até porque existem já alguns focos de mudança talvez não tanto tecnológica, mas acontecendo uma importante mudança as outras rápidamente seguem, como se de um baralho de cartas....


Aprender com as Novas Tecnologias na Escola

A introdução do computador deveu-se mais a pressões exteriores ( económicas, políticas e sociais), do que propriamente à constatação de que as Novas Tecnologias poderiam favorecer o processo de ensino/aprendizagem. A escola encontra-se inserida na sociedade, sendo influenciada por esta e influenciando a própria, muitas vezes interagindo com todas as vertentes que a comportam. 

Quando se pensa em introduzir as Novas Tecnologias surgem sempre dois tipos de dúvidas: o sonho do computador naqueles cujas expectativas são grandes na contribuição destes para melhorar a educação e o pesadelo do computador, ou seja, os efeitos negativos que o uso do computador pode ter nas escolas. Talvez por isso é que muitas vezes pais e professores continuem renitentes quanto à aceitação de que a presença de um computador na escola pode favorecer em muito o desenvolvimento das práticas educativas e dos métodos de aprendizagem, tornando o ensino mais objectivo e motivante e as aprendizagens mais significativas. Se ouve ou não mudanças ao nível da escola com a introdução dos computadores é a grande questão! Quando Papert diz, em relação á introdução dos computadores na escola...

«Trabalha depressa, evolui muito rapidamente e cedo originou algumas mudanças em muitos sectores da actividade humana. Mas na Escola não»( Papert,1997, pp 205)

...penso que é uma ideia errada. As mudanças podem não ser bomásticas como aconteceu em muitos sectores sociais e alargadas a uma grande população, mas houve, sim, e continua a haver mudanças. Na Escola (e hoje em muitas acontece!) o que pode acontecer muitas vezes é que certos professores ( e alguns pais?) não aceitam os computadores deliberadamente e vêem-no apenas como um material para distrair os alunos, para os prejudicar nos estudos e a causa das más notas. Se em alguns casos isso é verdade, em muitos outros o computador é sem dúvida uma grande ferramenta. Mas pensando... Nos dias de hoje, onde não há um computador? Não será a falta de formação de professores e pais que impede que muitas vezes o computador seja encarado de uma forma positiva?

É verdade que qualquer computador tem os seus riscos, os seus pontos negativos e pode muitas vezes prejudicar quem os usa, mas não poderão ser esses aspectos negativos suavizados se todos conhecerem o que realmente é um computador?


Escola do Actual Vs. Escola do Futuro 

«Será a escola susceptível de sofrer uma megamudança?» Papert, pp. 212

Em primeiro lugar, concordo com algumas das ideias que a Anicia escreveu no seu último comentário (cap. VII- A escola), é natural que as mudanças da escola nunca possam ser enormes pois o objectivo da escola e dos seus intervenientes será sempre o mesmo! O de ensinar e o de aprender.

É por isso natural que os "professores viajantes no tempo" de que nos fala Papert, não sentissem uma diferença muito grande entre o futuro e neste caso o passado (actualmente o presente).

Na minha opinião o que se pode mudar são as condições da escola, para que o seu objectivo principal seja totalmente cumprido, situação que pessoalmente acho que não se verifica.

Existem muitas falhas quer na Escola em si, quer nos professores que a compõem, é aqui que a megamudança se pode dar melhorando as condições do ensino - aprendizagem e dando também a oportunidade de oferecer uma educação para todos, novos e velhos sem excepção, necessitando apenas para isso, a vontade de aprender!

Espero que se concretize, para o bem de todos nós e dos que a seguir a nós vierem!

cap VII- A escola 

Papert afirma que «...a Escola não sofreu mudanças
essenciais...» Papert, pág.209. Contudo se estivermos bem atentos a esta frase, denotamos que o autor concorda que a escola sofreu mudanças , mas não essenciais no seu ponto de vista. Eu não sou apologista acérrima deste ponto de vista.
Refectamos nos seguintes pressupostos:


pensemos a escola: a escola é uma isntituição regida por normas e regras com o objectivo de formar jovens e criançãs para agirem e interagirem na sopciedade.

Agora pensemos nas tecnologias: as tecnologias já existem à muito, mas quando falamos delas, confinam-a ao atributo de computadores, o computador é um istrumentro dentro dos grandes instrumentos existentes na área tecnológica.

Agora, damos mais um passo em frente e pensemos no papel do professor: o professor é a entidade responsável pela transmissão de conhecimento e organização do mesmo.

O aluno, é a razão pela qual, questiona-se e indaga-se até que ponto as novas tecnologias podem ajudar o papel do professor na instituição escola.
«Será a Escola susceptível de sofrer uma megamudança?»” (Papert, 1997: 212) Em meu ver a escola é a mudança, é por ela que incute-se novos saberes e novas formas de pensar, a escola está em mudança, não acelarada mas a mudar com todas as fases de metamorfose a que têm direito. E é por essa mudança, que hoje discutimos a inserção das novas tecnologias como meio para disoponobilizar uma melhor aprendizagem.







Sexta-feira, Janeiro 16, 2004

As Tecnologias na escola! 



(...) O computador evolui muito rapidamente e cedo originou algumas mudanças em muitos sectores da actividade humana. Mas não na escola.




A escola tem uma longa história, com regras, normas e hábitos bastante enraizados, o que por vezes a torna pouco aberta a novas experiências e métodos de ensino.

Com o avançar dos anos, a escola tem vindo a mudar, mas devagarinho.
Passamos de uma escola tradicional, onde os alunos tinham que escutar o professor, sem o questionar, para uma escola mais moderna, onde o aluno participa na sua própria aprendizagem.

A era das tecnologias é ainda bastante recente. Ainda não há grandes estudos sobre a influência do uso dos computadores na aprendizagem, o que leva a escola a questionar este método como um método eficaz na aprendizagem.

Além disso, visto o computador e a Internet serem ainda recentes, não há muitos docentes capazes de leccionar estas matérias e ajudar os alunos neste novo mundo, o que torna difícil a incorporação destas novas tecnologias no contexto de sala de aula.

Por vezes nas escolas também surge a ideia de que os computadores vêm tirar o trabalho dos professores e tal não acontece. Os computadores vêm apenas auxiliar os docentes para que o processo de aprendizagem seja mais eficaz.


Quinta-feira, Janeiro 15, 2004

A escola 

"o único conhecimento verdadeiramente competitivo a longo prazo é aprender a aprender" (p.222 Papert)

Eu acredito que actualmente esta ideia é a mais difícil de pôr em acção! Da experiência escolar que tive, não acredito que a escola dê ao aluno estruturas cognitivas ou ferramentas para sermos capazes de aprender!
As ideologias que estão por trás das tecnologias educativas deveriam implementadas ou pelo menos adaptadas a toda a educação. Estamos num mundo cada vez mais individualista, mas não estamos a pegar nessa maneira de estar para crescermos interiormente e depois nos podermos dar aos outros. Às vezes parecemos sanguessugas, que absorvem tudo dos outros e depois não damos nada.

A ideia seria pegar num computador, fazer a nossa aprendizagem através dele, quem sabe mais ensina ao que sabe menos, num ambiente de partilha moderado por um professor. Talvez assim todos possamos provar a nós mesmos o que de facto somos e podemos fazer, mostrar ao outros as nossas capacidades e sermos reconhecidos ou não por isso, e largarmos o sentimento de frustação que muitas vezes sentimos quando a escola nos força a percorrer um caminho que não é o nosso!!!

Projectos 

Peço desculpa pelo atraso da publicação deste capítulo, mas tive um pequeno lapso no funcionamento do blog...

Quanto a este capítulo eu não tenho grandes comentários a fazer.
Fiquei muito surpresa com os progrmas que já existem e depois de ler os exemplos dados pelo autor, fiquei espantada com a fluência que as crianças têm.
Acho que a ideia mais importante que eu retiro desta parte é que um projecto tecnológico, que engloba a internet pode juntar pessoas de todo o mundo e de todas as idades. De facto podem dar a sensação de que o mundo é uma aldeia e que nem a pessoa mais longíqua está longe de nós.

Contributo sobre o capítulo 7 

Será que as escolas estão convenientemente adaptadas para um novo sistema de ensino? E, os professores, será que estes são capazes de transmitir aos alunos e ajudá-los na utilização dos equipamentos das novas tecnologias?
Hoje em dia fala-se cada vez mais num novo sistema de ensino, num sistema caracterizado pelas novas tecnologias, mas o que se verifica e por experiência própria é que, se à escolas bem equipadas ao nível das tecnologias, hà deficiencias no nível de transmição das mesmas, os alunos não são preparados para as mesmas e acabam na maior parte das vezes perdidos em programas de pouco interesse ou quase nenhum; outras ainda hoje, ou por falta de subsídios, ou de informação, não estão de maneira nhuma preparadas para lançar os alunos neste mundo que é o das tecnologias.
Quanto aos professores, estes têm que acompanhar mais os alunos, têm que lhes transmitir noções básicas para que estes não se percam por caminhos menos educativos e possam assim explorar e aprender o que as novas tecnologias têm de bom para oferecer.

Contributo sobre o capítulo 6 

Pegando na ideia, que a colega Tânia nos transmite, de que é a partir do nosso esforço e dedicação, que muitas vezes aprendemos a superar as nossas dificuldades e da maior parte das vezes surpreendemo-nos com as metas que muitas vezes conseguimos atingir.
Não há nada melhor que a nossa curiosidade em aprender, ela permite-nos descobrir e ir mais além, podemos não ter grandes conhecimentos, podemos até errar, mas quando erramos aprendemos.
Esta busca pela descoberta permite-nos crescer e aprender cada vez mais.
" As melhores coisas que podemos fazer, são as que abrem portas para outras que se situam para além delas ".
Atingir uma meta é sempre motivo de muita satisfação, mas é bom que a mesma não sirva de barreira para outros desafios que se situam para além dela...

Segunda-feira, Janeiro 12, 2004

Homeschooling 2 

“É absolutamente espantoso que, num país que se vangloria do conceito de iniciativa privada na economia, tenha levado tanto tempo a aceitar essa mesma ideia na educação. Mas não há dúvida nenhuma de que este caminho começa, pelo menos, a encontrar algum reconhecimento e de que os pais, que tiveram a oportunidade de contactar com poderosos processos de aprendizagem nas suas próprias casas, estão na melhor posição para o reforçarem e o dirigirem. Uma primeira manifestação desta tendência na América é o movimento da escolaridade em casa.” (Papert, 1997: 234)

É bem claro o posicionamento neo-liberal, que faz o Papert em relação ao aprendizagem familiar, um modelo conservador que desenvolve uma política ao estilo Tarzan, é dizer, “um grupo de indivíduos com cabelo no peito salta das árvores e lançando berros de «eficiência», «competição» e «disciplina de mercado», abate as cabanas e, a seguir, volta subir para as árvores, deixando às populações que limpem o chão de tonas de banana” (Connell, 1999-2000: 8).

Apple (2002: 31) critica que para aproximar-se até este ponto “não só houve que convencer à opinião pública de que o mercado livre dos neo-liberais era a expressão mais autêntica da liberdade individual, senão também de que este mercado devia estender-se a todos os âmbitos da vida. Por que deveria uma sociedade mercantilizada deixar a educação à margem desse mercado?”.

“O movimento da «escola em casa» ou, como alguns o denominam, de «objecção escolar», pretende levar para a frente a educação das crianças nas suas próprias casas. Desde a minha perspectiva, esta é uma das exagerações às que está dando lugar a actual situação política da família; esta instituição chega a usurpar por completo o papel das instituições escolares para passar a desempenhar também as funções da escola. Este é o caso das «homeschool», um movimento que nasce nos EUA, mas conta já com organizações semelhantes na Austrália, Canadá, Reino Unido, Japão, Coreia, e, com incipientes estruturas também, ma España.” (Torres, 2001: 115)

Apple, Michael W. (2002), Educar “como Dios manda”. Mercados, niveles, religión y desigualdad, Barcelona, Paidós.
Connell, Robert, W. "Escuelas, mercados, justicia: la educación en un mundo fracturado", Kikiriki, n.º 55-56, 1999-2000, pp. 4-13.
Torres, Jurjo (2001), Educación en tiempos de neoliberalismo, Madrid, Morata.

Homeschooling 1 

Noutra altura, questionei criticamente a forma do Papert se referir à instituição escolar (homeschooling). Mais outra vez, não acredito no Papert quando nega o dinamismo educativo das escolas e situa o reformismo escolar como uma «micromudança».

Por enquanto o Papert (1997: 209) não ignora que “a afirmação de que a escola não sofreu mudanças essenciais poderia ser contestada por muitos educadores”, é ambíguo e confuso quando diz que “a Escola é um caso notável de uma área que não sofreu grandes alterações. Não se pode dizer que não tenha havido quaisquer mudanças –claro que houve. O propósito da alegoria é permitir-me afirmar «Sim, a Escola mudou… mas não tanto como isso», e fazer em seguida a seguinte pergunta: «Será a Escola susceptível de sofrer uma megamudança?»” (Papert, 1997: 212)

Não sou partidário da reforma/contra-reforma da escola como solução mítica para tudo. “Esta alternativa aparece como a eterna promessa, nunca realizada, dum futuro sem os actuais problemas educativo-culturais. Antes de terminar da sua aplicação, queda em evidência a impotência de cumprir os seus objectivos, mas para aquela altura já começa a gerir-se mais outra reforma.” (Flecha, 1992: 30)
Também não sou partidário do conservadorismo educativo tão instalado nos tempos do neo-liberalismo que passa a conceber a educação como um mercado, os pais como clientes e os alunos como produtos (Apple, 2002 e Torres, 2001).

Sou partidário sim dos contínuos processos de mudança que fazem da escola um espaço em construção, em vez de um espaço construído.

Apple, Michael W. (2002), Educar “como Dios manda”. Mercados, niveles, religión y desigualdad, Barcelona, Paidós.
Giroux, Henry e Ramón Flecha. (1992), Igualdad educativa y diferencia cultural, Barcelona, EL ROURE.
Torres, Jurjo (2001), Educación en tiempos de neoliberalismo, Madrid, Morata.

Cap. 8


Neste último capítulo Papert fala sobre a simplicidade
dos computadores  perspectivando o lado funcional, dizendo que estes podem
ser utilizados até por crianças a parir dos 4 anos embora eu ache muito cedo
pois nessa idade a criança ainda não têm as competências e bases necessárias 
para o uso do computador. Desde sempre O homem tem-se dedicado a construir
objectos para o seu dia a dia de acordo com as suas necessidades. No que tange
às crianças, estas são capazes de construir objectos que por vezes estimulam
muito mais o seu intelecto do que os softwares que encontramos no mercado. As
construções de objectos são actividades que contribuem muito para o
desenvolvimento do intelecto das crianças pois são instrumentos por elas
construídos.


Este é o ultimo capítulo do livro que foi nosso
companheiro ao longo do semestre.


 





 



Domingo, Janeiro 11, 2004

Computadores nas Escolas



Sempre surge a dúvida...
Serão as escolas capazes de integrar no seu sistema de ensino as Novas Tecnologias?

Não sei se será já do conhecimento público, mas para o caso de não o ser gostaria de transmitir algo que tive conhecimento este semestre quando andava a fazer um trabalho no âmbito da cadeira de Sociologia da Educação II acerca das escolhas vocacionais...Deparei com um novo currículo do ensino secundário onde para além das disciplinas minhas conhecidas, para cada um dos agrupamentos também estava presente uma nova disciplina: Tecnologias da Informação e da Comunicação.
As famosas TIC vão agora estar presentes no ensino secundário como disciplina de caracter geral! Mas é obvio que não poderia ser assim tão simples...Será apenas até 10º ano de escolaridade

Suponho que o facto destas não terem um ensino continuado até ao 12º ano, pode ser relativo aos currículos das outras disciplinas serem demasiado complexos, mas também poderá ser dos alunos já terem uma necessidade de explorar sozinhos, adquirindo as competências necessárias para essa exploração até ao 10º ano de escolaridade...Não sei...é apenas a minha opinião

Mas de qualquer forma penso que quando Seymour Papert diz que cabe também aos pais contribuir para a implementação de novas medidas no ensino a este respeito, se está a referir a esta falta de acompanhamento dos professores porque, tal como está referido nas páginas 229/230 do livro, existem dois métodos para esta implementação, e o mais utilizado é o método que transite conhecimentos mas que não promove a fluência tecnológica.

Para mim o que é o mais importante? Que se saiba teoricamente que existem alguns programas...ou que se entenda através da experiência a trabalhar com cada um deles?

São essas as perguntas que temos que fazer a nós próprios e já agora...
Aos senhores responsáveis por estes currículos: "Tentem dar oportunidades (tempo) aos alunos para eles verem o que é mais importante. Obrigado!"

Contributo sobre o capítulo 6 - projectos 

"Muito frequentemente, quando não sabemos o que fazer, fazer alguma coisa dá - nos mais indicações do que ficar à espera" (pag. 190)

Isto é verdade, muitas das vezes nós deparamonos com situações em que "impancamoa", não sabendo o que havemos de fazer, no entanto considero que o melhor que temos a fazer e procurar entender o que se está a pensar e arranjar uma forma de resolvermos o problema.

Isto é muito frequente acontecer com o computador e com o que gira à volta dele, principalmente quando não conhecemos muito, nem somo especialistas em computadores.

Conheço caso de pessoas que nunca tiveram qualquer indicação de como funcionar com um computador, mas até gostavam de trabalhar com ele, no entanto perdem o entusiasmo e desmotivam - se por não saberem mexer.

Também existem aquelas pessoas que até podem não saber, mas tentam, e com muitos erros vão aprendendo a mexer no computador.

Considero esta mensagem que Papert nos dá muito importante, porque é a pertir das nossas tentativas, e do nosso esforço em aprender e a superar as nossas dificuldades que nós conseguimos ir mais além, muitas vezes mais do que aquilo que esperamos...

Sábado, Janeiro 10, 2004

Coisas que se podem fazer com um click 

As coisas que fazemos apenas com um click e que parecem tão simples, são por vezes de uma enorme importância.
Ao ler esta parte deste capitulo recordei-me das minhas próprias experiências. Por exemplo o facto de possuirmos um microfone, que no fundo parece só mais uma simples ferramenta, pode ser extremamente útil para se fazer um trabalho por exemplo. Quando se utiliza uma programa como o messenger para realizar um trabalho, podem surgir imensas contra - indicações e o microfone assume um papel de salvador, pois permite-nos explicítar exactamente a outra pessoa o que queremos, como queremos fazer e ainda esclarecer dúvidas.
O que eu estou a querer dizer é que as ferramentas que estão à nossa disposição não servem apenas para enfeitar coisas bonitas que fazemos para nos entretermos, mas também para serem ferramentas activas na realização de trabalhos.
Não sei se este assunto é levanta mas a mim pareceu-me pertinente, pois muito frequentemente temos as ferramentas a nossa frente e não percebemos as enormes potencialidades do que utilizamos.

Os 3 princípios orientadores para a escolha dos projectos 

Papert neste cápítulo fala da aprendizagem por projectos, explicando três princípios orientadores para a escolha dos projectos apresentados.

O primeiro diz que "as melhores coisas que podemos fazer são as que abrem as portas para outras que se situam para além delas" (Papert, pp.156) Este princípio revela-se essencial: um projecto não deve acabar quando se atinge os objectivos propostos, mas deve servir de incentivo para a realização de outros que tenham por trás este projecto completado. Não é algo estanque, mas pelo contrário dinâmico, algo que não se fique pelo pretendido. É na inovação que está o ganho!
O segundo princípio diz-nos que o que é bom para um também o é para outro, ou seja, o que as crianças fazem de positivo no computador, pode servir de ideias para mim e vice-versa. O que eu faço no meu computador pode servir de fonte de inspiração para os miúdos fazerem no computador deles. De outra forma, dir-se-á que a boa utilização do computador não tem idades.
O terceiro princípio orientador é o de que a boa utilização do computador em família, deve ter origem na cultura das crianças. A forma como o miúdo se relaciona com o computador, dependerá do á-vontade que ele tem com o mesmo e com o tipo de tarefas que realiza. Os jogos por exemplo, que estão fortemente enraizados na cultura das crianças, são uma peça que pode ser utilizada para fazer apelo ao bom uso do computador. Arranjar programas pedagógicos sob a forma de jogos é a melhor forma para levar a uma aprendizagem eficaz.



Comentário ao capítulo 6 

Papert neste capítulo começa por introduzir 30 coisas que já fez com o seu computador.
Uma que me despertou a curiosidade foi:

"Encontrei, por acaso, informações que nem sequer sonhava que me faziam falta" (Papert, pp. 152)

No fundo do ciberespaço, que a informação é tão extensa e quase inesgotável de tal forma que por vezes, há informação que nos aparece (por mero acaso ou relacionado com o tema que pesquisamos) que é preciosa.
É claro que esta descoberta de informação depende em grande parte da fluência tecnológica do utilizador e da disposição que o mesmo tem para determinado assunto que o levam a encontrar informação por vezes essencial.

Sexta-feira, Janeiro 09, 2004

projectos 

Certo autor referiu, agora não tenho bem presente o nome, que os projectos só tem razão de ser, se satisfizerem as necessidades que se apresentam na prática.
Para papert algumas pessoas " conseguem estabelecer uma melhor relação com as ideias do que com a prática, imaginando as coisas que estão a acontecer em vez de fazer ou ver." Papert, pp154

Contudo, no mundo tecnológico, a ideia que o autor pretende transparecer é que, é com a prática que surgem os projectos.
Se eu na prática não souber construir um site não posso pensar em construir um, como puderia fazer para ter o mesmo aspecto gráfico que alguns tem? a estrutura? difícil, senão impossivel.

Por conseguinte os projectos não são simples ralidades do futuro, mas é um futuro a construir, uma ideia a transformar um acto.


Quinta-feira, Janeiro 08, 2004

A Escola


Cap. VII


«...a Escola não sofreu mudanças
essenciais...» Papert, pág.209.


A escola actual comparada com as primeiras
escolas é notável a mudança, mas a marcha para a evolução tem acontecido de uma
forma lenta se a compararmos com outros sectores no que diz respeito as novas
tecnologias.


Existe pessoas que pensam que com a invasão
dos computadores no ensino a escola tal como a conhecemos será esquecida, mas é
importante pensar que as tecnologias não tiram o lugar da escola nem dos
professores mas sim vem auxiliar o ensino aprendizagem. e temos que estar
dispostos como futuros técnicos de educação a aceitar novas formas de
aprendizagem.


 



Projectos


Cap.VI


«...Todas as crianças são diferentes.
Calculo que grande parte das crianças que crescem numa cultura familiar de
aprendizagem que valorize a fluência  computacional conseguirão fazer uma
produção deste tipo por volta dos 5/6 anos...»

Papert, pág. 169.


Para que crianças com idades muito tenras consigam
fazer proezas  como Juan, é necessário que desde muito cedo se cultive a
cultura computacional no seio da familiar para que a criança aprenda  que o
computador é um  meio de resolver problemas e aprenda a manejar a máquina.


infelizmente nem todas as crianças têm a "sorte" de
estarem em contacto com o computador  nessa idade, e muitas delas têm o
primeiro encontro com o computador na escola por volta dos 12 anos mais ou menos
e de uma forma muito superficial motivo pelo qual ainda hoje se encontra 
grande parte de  crianças, adultos e não só com uma relação distanciada com
os computadores.


 Termino com uma sugestão: vamos "arregaçar as
mangas" para que todos se sintam familiarizados com as novas tecnologias, e
todos juntos crianças , jovens, adultos, idosos, descobriremos quão vasto e
diversificado é o mundo das tecnologias .


Então só me resta dizer:
mãos a obra para novos projectos e nunca parem pois parar é morrer...





 




Projectos


Cap.VI


«...Todas as crianças são diferentes.
Calculo que grande parte das crianças que crescem numa cultura familiar de
aprendizagem que valorize a fluência  computacional conseguirão fazer uma
produção deste tipo por volta dos 5/6 anos...»

Papert, pág. 169.


Para que crianças com idades muito tenras
consigam fazer proezas  como Juan, é necessário que desde muito cedo se
cultive a cultura computacional no seio da familiar para que a criança aprenda 
que o computador é um  meio de resolver problemas e aprenda a manejar a
máquina.


infelizmente nem todas as crianças têm a
"sorte" de estarem em contacto com o computador  nessa idade, e muitas
delas têm o primeiro encontro com o computador na escola por volta dos 12 anos
mais ou menos e de uma forma muito superficial motivo pelo qual ainda hoje se
encontra  grande parte de  crianças, adultos e não só com uma relação
distanciada com os computadores.


 Termino com uma sugestão: vamos
"arregaçar as mangas" para que todos se sintam familiarizados com as novas
tecnologias, e todos juntos crianças , jovens, adultos, idosos, descobriremos
quão vasto e diversificado é o mundo das tecnologias .


Então só me resta dizer:
mãos a obra para novos projectos e nunca parem
pois parar é morrer...





 




A família


Cap. v


Neste capítulo Papert aborda assuntos como:



A
Família

-
É a primeira e a  mais importante sociedade
organizada do mundo - é à base de todas as outras sociedades. Deve ser
considerada como a principal unidade básica de desenvolvimento pessoal a que
pertence um indivíduo e, igualmente, o local onde se vivenciam um conjunto de
experiências fundamentais para a formação de sua personalidade.

É um sistema muito complexo uma vez que não existem duas famílias iguais, ela
passa por vários ciclos de desenvolvimento e é muito interactiva. (UNIF)


Com a introdução do computador no seio da família é
esperado que ele ( o computador) seja um dos meios de promover a coesão
familiar, no que tange a novas aprendizagens e desafios no universo
computacional e não para distanciar os membros familiares. Para isso é
necessário que todos estejam flexíveis tanto os que têm muitos conhecimentos
acerca dos mesmos como os que ainda não estão familiarizados com eles a novos
desafios. Com gentileza, devem os pais serem tratados, aconselha Papert, para
que a aprendizagem se desenvolva em torna de respeito mútuo e partilha de
experiências.


Termino com a seguinte frase do autor: " a presença do
computador deve ser vista como fazendo parte da realidade de relações e
sentimentos psicologicamente complexa que caracteriza uma família"

 


 


 


 


 


 




Quarta-feira, Janeiro 07, 2004

A iniciação! 

Por vezes as pessoas acham "que conseguem estabelecer uma melhor relação com as ideias através de um «mentes-à-obra» do que com o «mãos- à -obra», de preferência imaginando as coisas que estão a acontecer em vez de fazer ou ver." Papert, pp154







Muitas vezes ao navegarmos no enorme mundo da Internet, encontramos diferentes temas e sites que nos chamam a atenção e que gostaríamos de saber fazer, mas em vez de tentarmos, experimentarmos entrar e construir um pedaço desse mundo, ficamos a imaginar o que gostaríamos de criar.
É importante que se ponha a imaginação a funcionar mas que se aplique toda essa nossa imaginação.

Por vezes gostamos de um determinado jogo de computador e imaginamos um jogo onde poderia entrar a nossa personagem favorita, mas pensamos que criar um jogo é demasiado complicado e que não somos técnicos de informá¡tica e que nunca iríamos conseguir. Mas porque não experimentar? Até pode ser mais fácil do que parece.

Uma boa forma de pôr as mãos à obra, de construir e realizar os nossos projectos no computador é na nossa própria casa, com a família reunida, colaborando todos em conjunto para um objectivo comum.

A criança deve ter a iniciativa de criar o seu próprio projecto, de inventar, de fazer por si mas o pai também pode auxiliar nesse projecto, dando ideias, ajudando a resolver os problemas, aprendendo com o seu filho e ensinando aquilo que sabe.


Terça-feira, Janeiro 06, 2004

Software para a aprendizagem - presente e futuro 

Em relação aos softwares que Papert defende serem pedagógicos, poderiamos dizer que estamos a proporcionar aprendizagens às crianças que se tornam obsoletas num curto intervalo de tempo dada a velocidade a que evoluem as tecnologias cibernéticas. No entanto, o que Papert sugere é que a criança reconhece a ligação entre os comandos que aprendeu e os resultados que obteve. Sucintamente, a criança reconhece todas as potencialidades do computador e que tem de aprender a linguagem de um determinado programa para as poder extrair. Deste modo, ao mudar de programa a criança vai procurar compreender a nova linguagem; procura meios para fazer no novo programa o que fazia com os programas que já conhece; procura ou reconhece acidentalmente as coisas novas, particulares, que existem em cada programa.

Podemos fazer aqui um paralelo entre a aprendizagem de diferentes línguas. Há palavras que têm tradução literal. Outras, existem apenas numa determinada língua. Por exemplo, a palavra saudade só existe em português. Neste caso, o aprendente tem de perceber como pode transmitir o significado da palavra saudade em inglês ou japonês: aprende que é necessário traçar estratégias para saber o que deseja.

Aprendizagem por projectos - avaliação de software 

Projectos

Neste capítulo, Seymour Papert defende a aprendizagem por projectos. Para tal, sugere a utilização do software por si criado MicroWorlds. A partir de uma ideia poderosa, a criança pode desenvolver competências de exploração e programação do sofware. Assim, Papert traça as características principais do software para a aprendizagem:

- permite aprender fazendo;
- faz aprender e aprende com a criança (pré-programado e pós-programado);
- alerta a criança para outras possibilidades de programação;
- permite todas as criações possíveis do mundo digital – audiovisuais(animar objectos, etc), criação de jogos e hiperligações;
- permite atribuir a um objecto uma ligação ou um acontecimento;
- permite a realização do projecto planificando ou fazendo bricolagem.


Familia? 

Basta um interesse em comum para várias pessoas poderem aprender a utilizar o computador ,a fazer, a construir. Foi esta a ideia-chave que retirei da leitura do 5º Capítulo de “A família em Rede”.

Quando o grupo é constituído por membros que dominam as tecnologias e por membros que não dominam as tecnologias, Papert recomenda uma conversa ou uma tarefa sobre um tema de interesse entre uns e outros. Assim, poderão ver um DVD sobre o tema, fazer uma pesquisa na internet sobre o motivo, trocar e-mails sobre o assunto, etc.

Para que exista “uma boa cultura de aprendizagem”,é necessário que “as crianças observem os adultos ocupados a aprender”[Papert, 1997:121]. De outro modo, é necessário que os adultos mostrem que sabem que estão a aprender e que gostam de saber aprender. Devem, no entanto, entender que há outras formas de aprendizagem diferentes da sua, e saber. Só assim poderão valorizar as aprendizagens das crianças e só assim as crianças valorizam a aprendizagem.

Neste ambiente – de aprender a aprender, de aprender a aprender como o outro aprende, temas de interesse em comum – é possível a existência de uma “família em rede” com cultura familiar de aprendizagem.

Cap 4 

A terra da matemática está para a matemática como a França está para o francês...
Papert , 1997: 107

Quando somos pequeninas e queremos aprender os continentes, as constelações, as cores, os números, as operações matemáticas, somos muitas vezes confrontadas com dois obstáculos que Papert define assim:

1. A rotulação da capacidade ou incapacidade que temos para aprender o que queremos;
2. A ausência de recursos que recriem o ambiente do que queremos saber. Ambiente identidade no caso da matemática (programação=matemática).

Gosto desta ideia. Um mundo feito de matemática, de abstracções simbólicas que traduzem diversas operações que o computador realiza. Acho que era capaz de tirar um curso de matemática aplicada à informática só para aprender a fazer um fractal.

Imaginemos, agora, que podemos ter as cidades, continentes, as constelações, o universo a três dimensões na interenet e fluir neles como se fossemos cidadãs de outra cidade ou astronautas.

Deste modo, as crianças poderão aprender sempre no estilo familiar os saberes e saberes-fazer que desejam.

Domingo, Janeiro 04, 2004

Projectos...

        Realmente o que pudemos fazer com o computador é sem dúvida interminável. Tudo o que Papert fez naqueles três meses também nós (e mais ainda!) na vida já fizemos pelo menos uma vez. O que enriquece o trabalho de Papert, no meu ver, é sem dúvida os projectos que propõe para crianças e para o desenvolvimento delas. É nas crianças que muitas vezes temos inspiração e é delas que retiramos todos os risos e sorrisos e gratidões no nosso trabalho. Sem o conhecimento das ferramentas ou das possibilidades que certas ferramentas dispõem as crianças limitar-se-ão apenas a utilizar o computador para "jogar" e para "navegar", como Papert refere no capitulo VI. É ser inteligente quando se aproveita estas duas componentes na realização de um projecto multimédia e o exemplo é o "Projecto Tartaruga", onde para fazer uma surpresa a avó que gosta de tartarugas, se utiliza na Internet motores de busca para pesquisar sobre isso (navegar) e onde se cria um ambiente de "apontar-e-clicar" (como se estivesse jogando) para descobrir mais. Isto motivará mais, concerteza, as crianças e as aprendizagens serão, pois, mais significativas. É verdade que a fluência tecnológica não é igual em todos, mas ao construir-se projectos como este não só motiva-se quem está a descobrir como também se dá um passo extra na construção dessa fluência ( Papert, 1996: pp 168). O exemplo que tenho mais vivo que me possibilitou dar esse passo, foi sem dúvida a elaboração do "Windows XP Kids". Ganhei conhecimentos não só ao nível da fluência computacional e ao nível da cultura da Internet, como também me deu um enorme prazer poder navegar dentro dela, clicando para trás e para frente, desenhando, jogando e muitas coisas mais. Isto para dizer, que muitas vezes ganhamos sem nos apercebermos disso quer quando são projectos elaborados para nós quer quando são projectos elaborados por nós.



Sábado, Janeiro 03, 2004

A Família também evolui! 


A Família...


    A família é a nossa base, onde nos podemos refugiar quando temos receio da vida, mas será que
nos conhecemos a todos verdadeiramente?!

    Eu concordo com Papert, temos de ver "o computador como um meio para construírem a coesão familiar"!

    Todos os dias me espanto com as diferenças que cada pessoa de uma família tem apesar do passado em comum. Às vezes as diferenças são
desigualdades e às vezes as diferenças são apenas difernças, mas todas estas características podem chegar a uma mesma meta com o uso dos
computadores!!!

    Imaginem um computador familiar, cada um tem direito ao uso do mesmo, mas nem todos o usam. Arranja-se um projecto familiar
e o que mais usa ensina ao que menos usa... Parece simples, mas a verdade é que uns têm medo de aprender e "estragar"
e outros não sabem respeitar os que precisam de aprender!!!!



    Antes de qualquer resultado se um computdor conseguir que cada pessoa vença os seus receios, ou que todos consigamos respeitar
cada um do modo que ele é... então o computador não é um simples aparelho electrónico...é quase um milagre!
E se para além disto tudo ainda tornarmos a família mais família.... então o computador é um pedaço de céu!



Sexta-feira, Janeiro 02, 2004

Ainda em relação ao Capítulo V



Gostei muito do episódio relatado neste capítulo sobre a mãe de Papert. O facto de uma senhora aos 80 anos ter aprendido a manusear um computador e a realizar os seus desejos (por exemplo:escrever cartas aos amigos), vem apenas provar que nunca é tarde para se aprender o que quer que seja. Por acaso a minha avó (que tem 63 anos) também me veio com a conversa, no outro dia, que ainda haveria de ir tirar um curso informático, e até já tinha falado com o professor para tratar da inscrição. Eu fiquei de "boca aberta" e perguntei porque essa vontade, e ela disse que apesar da idade não tinha perdido a vontade de aprender, e se os computadores era uma realidade do nosso mundo então ela queria aprender a manuseá-lo, inclusive quer navegar na Internet. Eu na altura nem entendi muito bem....mas depois pensei e de facto até admiro a sua curiosidade e a sua vontade de aprender. Eu agora até lhe dou força e brinco com ela quando lhe digo: "Assim começas a ajudar-me a passar os trabalhos da faculdade!" e ela responde-me " E porque não? Ainda te vou deixar impressionada!!!".

A centralidade da infância 

“Um bom projecto familiar de utilização do computador deve ter as suas raízes na cultura das crianças” (Papert, 1997: 157).

A leitura/escrita do Papert está atravessada pela centralidade das crianças no modelo de aprendizagem familiar/escolar e nas mudanças introduzidas com os computadores na socialização familiar/escolar.

Se procurássemos os princípios educativos subjacentes desta concepção pedagógica ter-nos-ia de lembrar da Maria Montessori e do Ovídio Decroly, personagens fulcrais da pedagogia infantil.
Mas certeza que cada um de nós procuraria diferentes referentes da história da pedagogia. Eu próprio acho que nesta altura do campeonato é interessante não perder de vista ao Tonucci, esse pedagogo italiano que acredita nas crianças do presente como cidadãos de amanhã e situa aos meninos como elemento gerador da cidade educadora (Caballo Villar, 2001).

No fundo, é a mesma coisa para o Papert. As cria