The Connected Familly

quinta-feira, janeiro 22, 2004

A minha escola e a tua... 

Num mundo com tantas contradições, o futuro torna-se um tempo incerto!

Ao longo de todo o meu percurso escolar nunca fiz de uma ideia poderosa! Agora que estou neste curso, sinto-me um meio em construção de uma ideia poderosissíma, «Mudar um mundo através da Educação».
Sei que, actualmente, a mentalidade escolar que o país e o mundo possuiem não permite a utilização de todo o potencial dos recursos que nos rodeiam. Mas acredito que são pessoas como os alunos deste curso (Ciências da Educação) que vão mudar isso!!!
Eu entrei na faculdade com conhecimentos muito rudimentares ao nível dos computadores e hoje em dia estou a construir um site. Esta acção era apenas uma fantasia na minha cabeça e para muitos vai ser sempre.
No entanto, eu junto-me a Papert e escolho acreditar que o amor que as crianças sentem naturalmente que vai mudar a visão da tecnologia por parte dos educadores que estão espalhados pelo mundo!

A ideia mais poderosa que podemos ter é que nunca atingiremos a plenitude da tecnologia nas nossas escolas sem adquirirmos fluência tecnológica, e isso.... só agindo!!!

Para concluir esta experiência enriquecedora, quero agradecer:
aos meus colegas pelos contruibutos e posteriores reflexões que me obrigaram a ter;
ao professor por me indicar este livro;
a amigos extra-faculdade que tiveram discussões acesas comigo devido a certas ideias de Papert;
e a Papert pelas ideias fabulosas que me deu e que me fizeram a idealizar um projecto familiar!

Obrigado pela atenção a tenham muitas ideias poderosas!!!

domingo, janeiro 18, 2004

Brinquedos feitos de Bites

A turma está a realizar um trabalho para Práticas Educativas III que consiste em ir para uma instituição realizar tarefas relacionadas com o curso. No meu caso, estou numa escola a realizar a animação dos recreios. Estou a realizar mais a minha colega de grupo (Carina) um projecto que tem em conta Jogos Tradicionais.

E toda esta explicação para quê?
Se todos tivessem a oportunidade de ver a alegria estampada no rosto das crianças quando lhes são dadas oportunidades de brincar com materiais tão simples como uma grande corda, ou um simples saco para se colocarem lá dentro e fazerem corridas....Podiam perguntar-se se as Novas tecnologias terão tanta importância na vida humana como se pensa.

Com isto não estou a dizer que não sejam importantes, apenas chamo a atenção para este pormenor que parece que hoje em dia poucos se lembram, as nossas origens!
Construir brinquedos informáticos pode ser muito produtivo, socializar pela internet é algo que pode ajudar em muito nas relações entre os sujeitos.... mas será que no fundo tudo isto não poderá ser o reverso da medalha? Será que não nos estamos a esquecer que existe mundo à nossa volta e que podemos aprender muito para alem de um monitor de computador ou de um teclado?

Para concluir os meus comentários, gostaría apenas de dizer que este livro fez-me ver os dois lados da questão e fez-me reflectir muito acerca dos meus próprios valores e sobre tudo o que pensava em relação à internet.

É estranho como um livro nos faz pensar em tantas coisas do quotidiano...

Obrigado por nos ter proporcionado esta leitura professor

sábado, janeiro 17, 2004

Escola do Actual Vs. Escola do Futuro 

«Será a escola susceptível de sofrer uma megamudança?» Papert, pp. 212

Em primeiro lugar, concordo com algumas das ideias que a Anicia escreveu no seu último comentário (cap. VII- A escola), é natural que as mudanças da escola nunca possam ser enormes pois o objectivo da escola e dos seus intervenientes será sempre o mesmo! O de ensinar e o de aprender.

É por isso natural que os "professores viajantes no tempo" de que nos fala Papert, não sentissem uma diferença muito grande entre o futuro e neste caso o passado (actualmente o presente).

Na minha opinião o que se pode mudar são as condições da escola, para que o seu objectivo principal seja totalmente cumprido, situação que pessoalmente acho que não se verifica.

Existem muitas falhas quer na Escola em si, quer nos professores que a compõem, é aqui que a megamudança se pode dar melhorando as condições do ensino - aprendizagem e dando também a oportunidade de oferecer uma educação para todos, novos e velhos sem excepção, necessitando apenas para isso, a vontade de aprender!

Espero que se concretize, para o bem de todos nós e dos que a seguir a nós vierem!

sexta-feira, janeiro 16, 2004

As Tecnologias na escola! 



(...) O computador evolui muito rapidamente e cedo originou algumas mudanças em muitos sectores da actividade humana. Mas não na escola.




A escola tem uma longa história, com regras, normas e hábitos bastante enraizados, o que por vezes a torna pouco aberta a novas experiências e métodos de ensino.

Com o avançar dos anos, a escola tem vindo a mudar, mas devagarinho.
Passamos de uma escola tradicional, onde os alunos tinham que escutar o professor, sem o questionar, para uma escola mais moderna, onde o aluno participa na sua própria aprendizagem.

A era das tecnologias é ainda bastante recente. Ainda não há grandes estudos sobre a influência do uso dos computadores na aprendizagem, o que leva a escola a questionar este método como um método eficaz na aprendizagem.

Além disso, visto o computador e a Internet serem ainda recentes, não há muitos docentes capazes de leccionar estas matérias e ajudar os alunos neste novo mundo, o que torna difícil a incorporação destas novas tecnologias no contexto de sala de aula.

Por vezes nas escolas também surge a ideia de que os computadores vêm tirar o trabalho dos professores e tal não acontece. Os computadores vêm apenas auxiliar os docentes para que o processo de aprendizagem seja mais eficaz.


quinta-feira, janeiro 15, 2004

A escola 

"o único conhecimento verdadeiramente competitivo a longo prazo é aprender a aprender" (p.222 Papert)

Eu acredito que actualmente esta ideia é a mais difícil de pôr em acção! Da experiência escolar que tive, não acredito que a escola dê ao aluno estruturas cognitivas ou ferramentas para sermos capazes de aprender!
As ideologias que estão por trás das tecnologias educativas deveriam implementadas ou pelo menos adaptadas a toda a educação. Estamos num mundo cada vez mais individualista, mas não estamos a pegar nessa maneira de estar para crescermos interiormente e depois nos podermos dar aos outros. Às vezes parecemos sanguessugas, que absorvem tudo dos outros e depois não damos nada.

A ideia seria pegar num computador, fazer a nossa aprendizagem através dele, quem sabe mais ensina ao que sabe menos, num ambiente de partilha moderado por um professor. Talvez assim todos possamos provar a nós mesmos o que de facto somos e podemos fazer, mostrar ao outros as nossas capacidades e sermos reconhecidos ou não por isso, e largarmos o sentimento de frustação que muitas vezes sentimos quando a escola nos força a percorrer um caminho que não é o nosso!!!

Projectos 

Peço desculpa pelo atraso da publicação deste capítulo, mas tive um pequeno lapso no funcionamento do blog...

Quanto a este capítulo eu não tenho grandes comentários a fazer.
Fiquei muito surpresa com os progrmas que já existem e depois de ler os exemplos dados pelo autor, fiquei espantada com a fluência que as crianças têm.
Acho que a ideia mais importante que eu retiro desta parte é que um projecto tecnológico, que engloba a internet pode juntar pessoas de todo o mundo e de todas as idades. De facto podem dar a sensação de que o mundo é uma aldeia e que nem a pessoa mais longíqua está longe de nós.

domingo, janeiro 11, 2004

Computadores nas Escolas



Sempre surge a dúvida...
Serão as escolas capazes de integrar no seu sistema de ensino as Novas Tecnologias?

Não sei se será já do conhecimento público, mas para o caso de não o ser gostaria de transmitir algo que tive conhecimento este semestre quando andava a fazer um trabalho no âmbito da cadeira de Sociologia da Educação II acerca das escolhas vocacionais...Deparei com um novo currículo do ensino secundário onde para além das disciplinas minhas conhecidas, para cada um dos agrupamentos também estava presente uma nova disciplina: Tecnologias da Informação e da Comunicação.
As famosas TIC vão agora estar presentes no ensino secundário como disciplina de caracter geral! Mas é obvio que não poderia ser assim tão simples...Será apenas até 10º ano de escolaridade

Suponho que o facto destas não terem um ensino continuado até ao 12º ano, pode ser relativo aos currículos das outras disciplinas serem demasiado complexos, mas também poderá ser dos alunos já terem uma necessidade de explorar sozinhos, adquirindo as competências necessárias para essa exploração até ao 10º ano de escolaridade...Não sei...é apenas a minha opinião

Mas de qualquer forma penso que quando Seymour Papert diz que cabe também aos pais contribuir para a implementação de novas medidas no ensino a este respeito, se está a referir a esta falta de acompanhamento dos professores porque, tal como está referido nas páginas 229/230 do livro, existem dois métodos para esta implementação, e o mais utilizado é o método que transite conhecimentos mas que não promove a fluência tecnológica.

Para mim o que é o mais importante? Que se saiba teoricamente que existem alguns programas...ou que se entenda através da experiência a trabalhar com cada um deles?

São essas as perguntas que temos que fazer a nós próprios e já agora...
Aos senhores responsáveis por estes currículos: "Tentem dar oportunidades (tempo) aos alunos para eles verem o que é mais importante. Obrigado!"

sábado, janeiro 10, 2004

Os 3 princípios orientadores para a escolha dos projectos 

Papert neste cápítulo fala da aprendizagem por projectos, explicando três princípios orientadores para a escolha dos projectos apresentados.

O primeiro diz que "as melhores coisas que podemos fazer são as que abrem as portas para outras que se situam para além delas" (Papert, pp.156) Este princípio revela-se essencial: um projecto não deve acabar quando se atinge os objectivos propostos, mas deve servir de incentivo para a realização de outros que tenham por trás este projecto completado. Não é algo estanque, mas pelo contrário dinâmico, algo que não se fique pelo pretendido. É na inovação que está o ganho!
O segundo princípio diz-nos que o que é bom para um também o é para outro, ou seja, o que as crianças fazem de positivo no computador, pode servir de ideias para mim e vice-versa. O que eu faço no meu computador pode servir de fonte de inspiração para os miúdos fazerem no computador deles. De outra forma, dir-se-á que a boa utilização do computador não tem idades.
O terceiro princípio orientador é o de que a boa utilização do computador em família, deve ter origem na cultura das crianças. A forma como o miúdo se relaciona com o computador, dependerá do á-vontade que ele tem com o mesmo e com o tipo de tarefas que realiza. Os jogos por exemplo, que estão fortemente enraizados na cultura das crianças, são uma peça que pode ser utilizada para fazer apelo ao bom uso do computador. Arranjar programas pedagógicos sob a forma de jogos é a melhor forma para levar a uma aprendizagem eficaz.



Comentário ao capítulo 6 

Papert neste capítulo começa por introduzir 30 coisas que já fez com o seu computador.
Uma que me despertou a curiosidade foi:

"Encontrei, por acaso, informações que nem sequer sonhava que me faziam falta" (Papert, pp. 152)

No fundo do ciberespaço, que a informação é tão extensa e quase inesgotável de tal forma que por vezes, há informação que nos aparece (por mero acaso ou relacionado com o tema que pesquisamos) que é preciosa.
É claro que esta descoberta de informação depende em grande parte da fluência tecnológica do utilizador e da disposição que o mesmo tem para determinado assunto que o levam a encontrar informação por vezes essencial.

quarta-feira, janeiro 07, 2004

A iniciação! 

Por vezes as pessoas acham "que conseguem estabelecer uma melhor relação com as ideias através de um «mentes-à-obra» do que com o «mãos- à -obra», de preferência imaginando as coisas que estão a acontecer em vez de fazer ou ver." Papert, pp154







Muitas vezes ao navegarmos no enorme mundo da Internet, encontramos diferentes temas e sites que nos chamam a atenção e que gostaríamos de saber fazer, mas em vez de tentarmos, experimentarmos entrar e construir um pedaço desse mundo, ficamos a imaginar o que gostaríamos de criar.
É importante que se ponha a imaginação a funcionar mas que se aplique toda essa nossa imaginação.

Por vezes gostamos de um determinado jogo de computador e imaginamos um jogo onde poderia entrar a nossa personagem favorita, mas pensamos que criar um jogo é demasiado complicado e que não somos técnicos de informá¡tica e que nunca iríamos conseguir. Mas porque não experimentar? Até pode ser mais fácil do que parece.

Uma boa forma de pôr as mãos à obra, de construir e realizar os nossos projectos no computador é na nossa própria casa, com a família reunida, colaborando todos em conjunto para um objectivo comum.

A criança deve ter a iniciativa de criar o seu próprio projecto, de inventar, de fazer por si mas o pai também pode auxiliar nesse projecto, dando ideias, ajudando a resolver os problemas, aprendendo com o seu filho e ensinando aquilo que sabe.


sábado, janeiro 03, 2004

A Família também evolui! 


A Família...


    A família é a nossa base, onde nos podemos refugiar quando temos receio da vida, mas será que
nos conhecemos a todos verdadeiramente?!

    Eu concordo com Papert, temos de ver "o computador como um meio para construírem a coesão familiar"!

    Todos os dias me espanto com as diferenças que cada pessoa de uma família tem apesar do passado em comum. Às vezes as diferenças são
desigualdades e às vezes as diferenças são apenas difernças, mas todas estas características podem chegar a uma mesma meta com o uso dos
computadores!!!

    Imaginem um computador familiar, cada um tem direito ao uso do mesmo, mas nem todos o usam. Arranja-se um projecto familiar
e o que mais usa ensina ao que menos usa... Parece simples, mas a verdade é que uns têm medo de aprender e "estragar"
e outros não sabem respeitar os que precisam de aprender!!!!



    Antes de qualquer resultado se um computdor conseguir que cada pessoa vença os seus receios, ou que todos consigamos respeitar
cada um do modo que ele é... então o computador não é um simples aparelho electrónico...é quase um milagre!
E se para além disto tudo ainda tornarmos a família mais família.... então o computador é um pedaço de céu!



segunda-feira, dezembro 29, 2003

O espírito comunitário da Internet

 
Após ler o capítulo em discussão, lembrei-me que o espírito comunitário que é referido por Papert, existe e não está muito longe de nós!

Papert fala-nos sobre "Qual a melhor forma de escolher?". Se nos lembrarmos já tivemos uma discussão sobre este tema no dia da apresentação do trabalho sobre motores de busca, chegando à conclusão que a forma de procurar influência e muito no resultado que vamos obter.

Fala-nos também da existência de certas páginas de "ajuda", criadas por pessoas que tiveram a "boa vontade" de as construir ajudando-nos nas nossas pesquisas, "(...) é a frequência com que é possível recorrer à ajuda, na tarefa da escolha, de pessoas que por lá já passaram antes de nós". Colocando nelas os resultados (links) interessantes que encontraram.

Não será grande o beneficio destas páginas, não para alguns mas para TODOS nós?

E no nosso caso, será que a actividade de construir um site com a nossa pesquisa (tema que todos nós achámos aborrecido), não teria razão de existir, permitindo a quem investigue sobre as Tecnologias Educativas em Portugal um caminho mais facilitado e com menos perdas de informação?

Pois é, existe sempre os dois lados da moeda. No meu caso, só agora me apercebi que se calhar não era assim tão "despropositado" a construção do site com a pesquisa.

segunda-feira, dezembro 22, 2003

Computador... Para que te quero? 


Depois de ler o capítulo VI sentei-me e pensei...
São tantas as coisas que posso fazer com um computador!!!

Às vezes nem temos consciência dos milhares de actividades q exercemos quando estamos em frente a um computador. Só em tempo de lazer costumo estar a ouvirPop-ups musicas, comunicar com amigos, efectuar leitura em sites mais cómicos, interagir com pessoas que não conheço ver os meus amigos através de uma WebCam, ver videoclips, jogar on-line, enfim... poderia estar aqui a numerar todas as actividades que se podem efectuar quando temos uma pouco de tempo para gastar da forma que mais nos apetecer.


Mas a realidade em tempo de aulas é bem diferente, mas também partilha dessa nova tecnologia que é o Computador, mas
em contextos diferentes...
Actualmente tenho utilizado o computador desde o momento que acordo até ao
momento em que vou dormir (a minha irmã ainda hoje, à semelhança de uma
anedota disse: "Qual é a primeira coisa que a Cátia faz quando acorda????
Abre os olhos? Nãoooo!!! Liga o Computador!!!!" as coisas q uma irmã mais
velha tem que ouvir ), e utilizo-o para uma quantidade infindável de coisas, seria aborrecido estar a mencioná-las todas por isso vou dizer uma q engloba todas... Fazer trabalhos para a faculdade! 


Mas afinal, o que seria de mim hoje sem o meu computador? 
Só sei que ainda há uns tempos fiquei momentaneamente sem MSN, na altura em que realizava um trabalho com as minhas colegas de grupo e amigas (Carina e Isabel), íamos nesse preciso momento fazer a transferencia de um ficheiro quando de repente... PUFFF Tearyfoi-se o MSN, e atenção, a Internet funcionava, mas apenas tinha ficado sem uma ferramenta fundamental na interacção com o resto do grupo, logo nos colocámos em contacto via telefone, mas não era igual, por ali não poderíamos transferir os ficheiros, e mandá-los por E-mail demorava mais tempo do que o que tínhamos para despender.


Tudo isto apenas para demonstrar como as novas tecnologias nos estão a tornar tão dependentes delas que já nem um simples trabalho em grupo conseguimos fazer sem o seu auxilio.


Pensem nisso... Very Confused 


Christmas TreeE bom natal, vou tentar não utilizar o computador nessa noite


sexta-feira, dezembro 12, 2003

Em que idade devem as crianças utilizar o computador?  

"A resposta não existe porque o computador não tem de ser utilizado de uma só maneira" Papert, pp 139



Concordo com o Papert quando este nos diz que « os computadores podem ser bem utilizados em qualquer idade e também podem ser mal utilizados em qualquer altura».
No meu ponto de vista, não existe qualquer contra-indicação na utilização de um computador por parte de uma criança pequena, tendo sempre em conta que o software que esta está a utilizar está de acordo com a sua idade.

A ideia pré-concebida que o computador só serve para trabalhos sérios e complexos, leva muitas pessoas, especialmente adultos, a achar que os computadores só devem ser utilizados por pessoas com conhecimentos informáticos.
Não há ideia mais errada do que esta, dando-se depois o caso de crianças que sabem lidar com o computador melhor que alguns adultos.

Papert, fala-nos nos de uma visão mais futurista da relação entre as crianças e os computadores. Partilho também do seu receio em relação a este ponto, pensar no computador como algo que poderá substituir de certa forma as funções dos pais. Sinceramente espero que isto não aconteça.

O que será que o futuro nos reserva?

quinta-feira, dezembro 11, 2003

Aprender em família! 

"Deve estar preparado para falar de modo desinibido com eles, sobre a aprendizagem que fez por si mesmo e sobre as dificuldades que encontrou, quer as tenha resolvido ou não." Papert,pp. 122




Nem sempre aprendemos sozinhos. Por vezes aprendemos com as aprendizagens dos outros, observando-os, imitando os seus modos de agir, percebendo como resolveram os seus problemas.

É em casa que começamos o nosso processo de aprendizagem, por isso é essencial que pais e filhos partilhem as suas aprendizagens.

Se as crianças estão mais familiarizadas do que os adultos a trabalhar com os computadores, porquê não explicar aos pais como estes funcionam?

O importante é que pais e filhos conversem e discutam as dificuldades que encontraram e as aprendizagens que fizeram ao manusear o computador, para que deste modo se auxiliem um ao outro, fazendo um trabalho, uma aprendizagem conjunta.

Não devemos ter medo de dizer que não conseguimos resolver este ou aquele problema. Ao partilhá-lo até podemos vir a conseguir resolvê-lo ou podemos sempre tentar resolvê-lo com a família, pois várias cabeças pensam melhor do que uma.


Uma boa recomendação! 

Recomendação aos pais para reconhecerem a necessidade de estabelecerem novas formas de relacionamento com os seus filhos e verem o computador como meio para construírem a coesão familiar, em vez de o considerarem um factor de desunião. Papert, pp. 115


É importante que haja um bom relacionamento entre pais e filhos, que os pais se interessem pelos mesmos assuntos que os filhos, que estejam juntos no processo de aprendizagem.
As crianças, hoje em dia, estão cada vez mais direccionadas para o mundo dos computadores. É por isso essencial que os pais conheçam esse mundo e ajudem os seus filhos a percorre-lo.
Se houver um apoio mútuo, tanto dos pais como dos filhos, na aprendizagem computacional as relações terão provavelmente tendência a fortalecer e a ficarem mais coesas.


segunda-feira, dezembro 08, 2003

CARINHOdeAVÓS!

É interessante ver como a famí­lia pode participar do mundo das crianças e ajudá-las a adquirir um tipo de cultura que não se aprende nos livros....
A Cultura Familiar!

Papert dá alguns conselhos aos avós para que estes possam passar mais tempo com os netos, começa por falar em dar presentes relacionados com computadores, em dar mais atenção ao que os netos fazem e até mesmo servirem de seus alunos nessa caminhada, bem como estar em contacto com os netos via Internet etc...

Mas o meu objectivo não é estar a descrever todos os conselhos de Papert em relação aos avós e sim falar acerca do conselho que mais me fez reflectir: Adoptar um Neto

Se já acho interessante adoptar uma criança como filho, então esta ideia de adoptar um neto achei realmente fascinante. Tantas crianças que precisam de carinhos de uma avó ou de um avô, tantas que mesmo tendo pais nunca tiveram uma avozinha que lhes fizesse docinhos pela altura do natal, que partilhasse uma brincadeira, que passeasse pela praia.
São tudo coisas que fiz com a minha avó e ainda faço que me dão tanto gosto e prazer, ela é uma das razões da minha existência....


Por isso este contributo será mais uma homenagem aos avós que tantas vezes nos contaram historias para dormir, que tantas "birras" nos aturaram... E especialmente aos avós "adoptivos" que sem qualquer obrigação, fazem a delicia de tantas crianças!

É mais uma vantagem das Novas Tecnologias. Agora já é possí­vel estabelecer relações via Internet o que permite quem mesmo pessoas quem não possam ter contacto fí­sico, podem estabelecer relações de carinho afecto e compreensão...

Mas serão estas relações tão fortes como as que se estabelecem pessoalmente?

Fica a pergunta....

quinta-feira, dezembro 04, 2003

Valores do mundo 

Os valores são orientações para todos nós, no entanto têm significados diferentes para cada um de nós. Tal como refere Papert “existe uma cada vez maior aceitação da ideia de que é necessário que aquilo que as crianças aprendem tenha «significado»”, por isso é crucial a sua questão “O que é importante?”, cuja resposta está relacionada com os valores.
O autor realça quatro aspectos a ter em conta, aos quais eu vou fazer um pequeno comentário:

Honestidade e engano
Respeito
Materialismo
Relacionamento na internet

O primeiro ponto é tão importante na cultura computacional, como em qualquer área de qualquer cultura e de qualquer pessoa.
No meu entender, nós não temos a noção do quanto as crianças sabem e compreendem, por isso acho que o mais importante seria mostrarmos aos nossos educandos o lado positivo e motivante de qualquer aprendizagem, porque todos nós gostamos de descobrir coisas novas, principalmente as crianças, cuja curiosidade é imensa.
Nós não temos que andar sempre a tentar convencê-los de que aprender é bom, naturalmente eles já o deviam saber. Mas muitas vezes erramos nas abordagens que escolhemos para ensinar algo e nós próprios nos traímos com actos tão pequenos mas tão significativos que demonstram que talvez aprender não seja assim tão interessante. Se formos francos com eles e lhes explicarmos que por vezes há modos de ensinar mais aborrecidos que outros e que existem matérias que vão mais ao encontro dos nossos interesses que outros, mas que tudo é importante porque nos abre horizontes para um mundo muito grande e nos deixa a possibilidade de entendermos um pouco mais de tudo, principalmente do que gostamos mais.
Além disso podemos sempre encontrar mais um interesse. Penso que será nesta base que acabaremos com o engano e que vamos abrir a mente de todos nós para o mundo da aprendizagem.

O respeito sempre foi um valor incutido pelos meus pais e professores desde que eu me lembro ser gente, mas será que ele é cumprido por todos?
Ao ler este capítulo a ideia com que fiquei é que nós usamos o respeito para nosso proveito e se outra pessoa tem ideias diferentes da nossa, na maior parte das vezes ficamos sempre com a sensação de que nós é que temos razão. Quando as crianças formulam teorias sobre os fenómenos que as rodeia, como nos exemplos dados por Papert, estam apenas a revelar mais uma vez o interesse e curiosidade que têm pelo mundo e a ânsia de aprender que desejam satisfazer. Há teorias que parecem impensáveis, mas todas elas merecem o nosso respeito. E no caso das crianças o importante é indicarmos novas pistas de modo a que eles próprios possam reformular as suas teorias.

quarta-feira, dezembro 03, 2003

Somos todos iguais! 

"A cultura da Internet tem fortes tendências igualitárias" Papert, pp 108


Na Internet todos somos iguais, todos temos acesso à mesma informação e como diz Papert, " o milionário adulto e o miúdo de dez anos têm as mesmas possibilidades de acederem aos sítios virtuais da rede." pp. 108
É importante que todos sejam vistos do mesmo modo, perante a sociedade, e que todos tenham acesso à mesma informação.
A Internet possibilita isso mesmo. Que todos sejam iguais entre si neste mundo das tecnologias, evitando os preconceitos e as diferenças culturais e económicas entre os indivíduos.


Será o computador uma forma de exclusão? 

"Devemos assegurar que o facto de alguém possuir computador nunca se tornará num « sinal de estatuto» Papert, pp 108


Hoje em dia o computador é cada vez mais utilizado pelos indivíduos, nomeadamente pelos estudantes.
O computador é uma ferramenta essencial para a elaboração de trabalhos.
Mas será que um aluno deve ser prejudicado, na sua avaliação por não fazer os trabalhos no computador?
Não é por alguém ter um computador que é será melhor que os outros, que por qualquer razão não têm.
É verdade que esta ferramenta nos ajuda bastante na aprendizagem e nos dá acesso a um quantidade ilimitada de informação, mas é igualmente verdade que nem todos têm acesso a esta ferramenta e que muitas vezes quem não possui computador acaba por ter um estatuto diferente de quem possui.



Os perigos da Internet!

 


"As vantagens são imensas, mas, pela mesma razão, os riscos são sérios" Papert. pp 111

A Internet possui muitas vantagens, entre elas a possibilidade de obter informação quase ilimitada, muitas vezes, sem sair de casa. Também nos dá a hipótese de através de programas de chat conhecermos novas pessoas, quer de sitios próximos, "quer do outro lado do planeta".

Uma questão que se põe é saber se as crianças estão preparadas para lidar com este tipo de realidade?
A procura de informação leva-nos muitas vezes a enganos, a sitios e assuntos que não procurámos.

E no caso das crianças, deve-se deixa-las procurar sozinhas e reflectir sobre o que realmente é importante e sobre o qual estão a fazer a procura? ou deve-se utilizar software que limite a procura, não deixando aceder a conteúdos próprios de adultos, por exemplo sites pornográficos?

E no caso dos programas de chat, será que as crianças devem ter acesso a estes? como Papert nos diz:" Pessoas que pode considerar companhias indesejáveis podem agora bater à sua porta digital dos seus filhos, introduzindo-se na sua casa, via computador."

Na minha opinião, devem ser os Pais a controlar o acesso dos seus filhos à Internet, necessitando como é obvio, de estarem informados e alerta para todo o tipo de problemas e situações com que os seus filhos se podem deparar.


sábado, novembro 29, 2003

A aprendizagem autodirigida

 

"O papel do Professor é criar as condições para a invenção, em lugar de fornecer conhecimentos já consolidados" Papert pp75

Papert faz-nos reflectir de uma forma quase constante ao longo do livro, no meu caso pessoal, penso que a frase acima transcrita é um bom exemplo para uma reflexão.

Em primeiro lugar qual o papel do professor? qual o papel do aluno? será que esta ideia do professor criar "a base" para uma aprendizagem autodirigida pelo aluno não será utópica? e apenas conseguida numa situação de escola ideal?

Na minha opinião, era isso que devia ocorrer em todas as escolas, em todas as salas de aulas mas isso não se verifica. Motivos? poderão ser vários: falta de tempo, programas extensos, etc.

O professor não tem praticamente tempo para leccionar a matéria prevista, acontecendo muitas vezes, como que um despejo de informação que os alunos por vezes nem conseguem compreender nem adquirir.

O que fazer para mudar esta realidade?

sexta-feira, novembro 28, 2003

"A escola debilita o desejo e a capacidade das crianças para aprenderem por si sós" Papert, pp 69 


Muitas vezes a nossa capacidade de aprendizagem depende da motivação, do interesse que determinado assunto nos suscita.

Se um assunto nos interessar e tentarmos aprofundá-lo sozinhos, essa aprendizagem será melhor, visto estarmos motivados para esse tema.

Os conteúdos programáticos abordados pela escola nem sempre despertam a atenção e o interesse do aluno, logo se este não está motivado, não tentará aprofundar este assunto e a sua aprendizagem será mais débil.

Normalmente, na escola, os temas são apresentados de uma forma um pouco sólida, com os objectivos de aprendizagem bastante definidos de uma forma fechada. o aluno deve aprender de forma aberta, tentando inventar, seguir o seu próprio caminho, pois é o seu percurso pessoal que lhe fornecerá a aprendizagem mais consolidada.

"Compreender é inventar" (Piaget) 

"Tendo em conta que as "vidas intelectuais" das crianças e as políticas educativas deste país (EUA) estão a ser determinadas por considerações puramente comerciais" (p.67) "é altura de pararmos e analisarmos algumas alternativas e modos de pensar sobre a aprendizagem" (p.68)

O autor acha importante diferenciar dois tipos de aprendizagem: a do estilo familiar e a do estilo escolar. Papert enfatiza a importância da primeira (que se baseia na experiência da criança, inserida num contexto e cultura específica) dizendo que é melhor do que aquela que é veiculada por outros.
Actualmente o computador é um objecto que, em grande parte dos casos, está presente no contexto familiar. Desta feita, a aprendizagwem com o uso do computador passa para uma aprendizagem do tipo familiar, feita a partir da experiência directa.

("Compreender é inventar" (Papert cit Piaget, p.75)

Comentário ao 3º capítulo 

No início deste capítulo, Papert leva-nos a reflectir sobre a verdadeira função dos chamados "softwares educativos", desmascarando alguns factos que estã por trás disso.
Faz a comparação de duas lojas onde se comercializa materiais educativos, distinguindo as finalidades de cada uma.
O autor realça a comercialização existente nestas lojas, a extenuante corrida para o mercado de forma a conseguirem invejaveis receitas, fazendo apelo à facilidade, prontidão e garantia de resultados, não tendo em conta a que direcção a que se dirigem os conteúdos. Estes programas são muito cloridos, com muitas animações, sons, apelativos, que transpõem as técnicas de marketing para o campo educativo.

"Conceber produtos com baixos custos e facilmente colocáveis no mercado vai ao encontro do mínimo denominador comum da larga maioria de as crenças que os pás têm sobre a educação" (p. 67)

quinta-feira, novembro 27, 2003

Aprendizagem 

Eu comecei por escrever um comentário a este capítulo que ainda não ia a meio e já era muito extenso. Por isso resolvi começar de novo. Peço desculpa pelo atraso e agora aqui vai...

Houve muitos pontos neste capítulo que não me acrescentaram conhecimentos, mas conseguiram relacionar certas coisas que me pareciam distintas.
De todos os tópicos enumerados por Papert, dois pareceram-me de extrema importância. O primeiro foi a apresentação dos itens que devemos ter em conta num software educativo e dos enganos que eles podem provocar aos pais.
-> Não é a máquina que deve ser activa, a criança é que deve construir a sua própria aprendizagem.
-> Qualquer software, jogo ou livro, seja o que for, tem de ser honesto e nunca enganador. Aprender é divertido! Não podemos comprar um software educativo a pensar que este dá a ideia que aprender é divertido porque isto implica que na realidade acreditamos que não o é. Tudo o que aprendemos com gosto torna-se divertido, o truque é encontrarmos as aprendizagens que vão ao encontro dos interesses de cada criança Talvez seja difícil para um professor conhecer todos os interesses de cada aluno e daí talvez não. Mas um pai pode e deve conhecer os seus filhos e os seus gostos e a partir daí encontrar o software certo.
-> Não tinha a noção de que uma criança gosta mais de uma coisa, quanto mais difícil for. Pegando nesta noção, não podemos escolher os softwares que mais depressa produzem aprendizagens que no fundo se tornam efémeras. Será mais proveitoso encontrar jogos ou programas que dêm luta às crianças, que as façam perder-se no tempo ao usá-los, que as façam desejar que o tempo passe para poderem brincar com eles e depois ir ter com os pais ou qualquer outro educador todas entusiasmadas a contar os seus triunfos. Qualquer aprendizagem que nos faça sentir vitoriosos á uma boa aprendizagem.

Outra ideia do autor que me deixou empolgada, já tinha sido referida anteriormente que é a importância de compreendermos os processos que se encontram por trás das coisas, neste caso dos computadores. E de facto tudo parece mais fácil ou mais interessante quando compreendemos as coisas. Suponho que o importante não seja conhecer tudo o melhor possível relativamente a um tema, pois este pode levar a que nós o decoremos. Essencial é entendermos, compreendermos as lógicas das estruturas de qualquer tema e assim podemos usá-los para proveito próprio e isto sim eu considero uma aprendizagem!

quarta-feira, novembro 26, 2003

€LES@ndam...

É verdade!!!

Eles andam aí­ e cada vez com mais impacto....

Os sites perigosos para as crianças, são sites que podem ter conteúdos não apropriados ou então sites que são criados apenas para danificar o computador, quer seja pela introduçãoo de vírus, quer sejam para "sacar" informação, ainda há os que apenas tem como finalidade a extorsão de dinheiro.

Serão apenas esses os Perigos da Internet?

Não me parece!

Temos ainda os cibernautas frequentadores de chats, que omitem as suas verdadeiras identidades com o intuito de iludir as crianças que se divertem nesses locais...

Que poderão os pais fazer em situações destas?

Papert sugere a colocação de chips que impedem o acesso a esses perigos, no entanto ele também fala de algo muito mais importante:

"(...) mas é necessária uma abordagem mais fundamental que emana de uma cultura familiar baseada na confiança e na veracidade.(...)" Papert, 1996: pp. 112

Sim!

Para educar uma criança nesse sentido não basta a proibição, é necessário explicar os vários perigos e manter uma relação aberta, onde reine a confiança para que elas se sintam confortáveis para falar no caso desses perigos atravessarem o seu caminho, é essa segurança que vai impedir que esses perigos cheguem mais longe e não impedindo o acesso a algo que faz parte da descoberta das mesmas, o importante é alertar!

Seremos nós, que também já fomos alertados em relação a esses perigos e nem sempre da melhor maneira, capazes de um dia explicar aos nossos filhos em que consistem esses perigos que o que podem fazer para os contornar?

E será que o conseguiremos fazer de forma a promover a confiança e o diálogo?

Esperemos que ninguém se esqueça que um dia já foi criança e que também teve curiosidade, que faz tudo parte do crescimento e ninguém deve ser reprimido ou castigado por isso. Se não nos esquecermos disso, conseguiremos encarar da melhor maneira essa e outras problemáticas com as quais nos deparamos ao longo da vida.

quinta-feira, novembro 20, 2003

Programaseducativos(ou não!)

Serão estes programas tão educativos como se pensa?

Vejam bem...

Quando estamos a fazer perguntas a uma criança, ela responde. Se a resposta estiver correcta, não tem qualquer problema, pois supostamente a criança já saberia o porquê de ter dado essa resposta. No entanto, quando a resposta está incorrecta não bastará apenas dizer que está incorrecta, nem tão pouco bastará dizer qual é a resposta que deveria ter escolhido. Para adquirir uma aprendizagem, a criança terá que entender porque é que é aquela a resposta certa e não a outra. Para uma criança, não basta saber o que está certo, terá também que entender porque é que está certo, só assim poderá APRENDER!

Com os programas ditos educativos, de pergunta - resposta, a criança não vai entender, transformando-se apenas num ser passivo, uma "Máquina de Respostas" como sugere o autor. Até mesmo porque neste tipo de software a criança adquire uma resposta imediata a uma pergunta e não desenvolve um raciocínio continuo, não tem que ultrapassar problemas e muito menos tem que fazer as suas próprias descobertas.

Isto não é aprender!

Outra situação é quando se tenta "camuflar" a aprendizagem. Uma criança gosta de aprender, gosta de saber sempre mais, para quê esconder que estão a adquirir conhecimentos quando se estão a divertir?
Se a frase que Papert refere no seu livro "É tão divertido que o seu filho nem se apercebe que está a aprender", sofresse umas ligeiras modificações e se transformasse na frase "É tão divertido que o seu filho ainda vai gostar mais de aprender", ficaria logo com outro sentido e bem mais correcto a meu ver, já que uma criança já tem em si o gosto de aprender mas se for de uma forma divertida esse gosto pode aumentar, tornando a aprendizagem bem mais motivante.

Uma criança deve ter consciência desde cedo que as aprendizagens também podem ser divertidas...Por isso não é justo tirar o mérito a uma forma de aprendizagem como o computador, que se for bem utilizado, pode promover benefícios como a autonomia e desenvolver o gosto pela pesquisa como capacidade para resolver as suas próprias duvidas.

Isto sim é um começo para uma boa aprendizagem!

sábado, novembro 15, 2003

Só o computador não basta!!! 

Ao ler alguns comentários da turma, fiquei com a sensação de que, para eles, o computador por si só pode melhorar a aprendizagem.

Eu discordo desta posição, acredito que o computador pode trazer inúmeros benefícios, para além da rapidez ou de contextos visuais mais apelativos. Existem vários softwares que podem ajudar muitos alunos com e sem dificuldades!
Mas nada poderá ser construído sem novos métodos e estratégias.

O modo conservador que o nosso sistema educativo olha para a aprendizagem e para os alunos é que tem que mudar antes de conseguirmos utilizar devidamente as tecnologias que surgem todos os dias.

Não há nada que dê bons frutos se as raízes estiverem podres!

sexta-feira, novembro 14, 2003

Tecnologias! 

Antes de tudo, olá a todos! Agora irei fazer uma entrada relativa à minha reflexão do segundo capítulo da obra em causa e mais tarde, depois de ler os outros posts, se encontrar algo pertinente que deseje comentar, farei uma nova entrada.

Ao ler este capítulo senti-me como uma criança porque me revi em vários exemplos dados pelo autor como foi o caso de Lisa e Mark e parincipalmente com a Lauren.
A pouca experiência de vida que tenho força-me a olhar para este capítulo de dois lados:como educador "ignorante" relativamente á informática comparando com as crianças de hoje, mas que procura se informar para conhecer mais e compreender melhor; e como uma pessoa possuidora de alguma fluência tecnológica.
Estres dois pontos formam a minha concepção do que eu quero ser e fazer num futuro. Ao mesmo tempo que eu reconheço as dificuldades que um educador pode ter ao tentar acompanhar as crianças, e também os estudantes, admito que muitas vezes essas dificuldades não se tentam superar. a educação é a base de tudo e quando usamos inovações e não as acompanhamos de novos métodos, como o próprio Papert refere, acabamos por atribuir a novas ajudas (computadores, por exemplo), novas dificuldades.
A escola supostamente é acessível a todos, mas está feita apenas para alguns. Os computadores poderaim ajudar as escolas a ir ao encontro dos alunos. Porque cada um tem metas. finalidades e caminhos diferentes paras atingir. Assim é óbvio que cada um terá interesses diferentes e aptidões diferentes. No meu entender, Papert tenta transmitir a ideia de que todos podem utilizar o computador e tornarem-se ou descobrirem neles "um cérebro"!

Não vale a pena nos escondermos dos problemas, circular á volta deles em vez de encontrarmos soluções.
Se abrirmos as mentes poderemos usar toda a tecnologia o nosso favor, para uma melhor sociedade, para um melhor entendimento dentro das famílias, para melhor aproveitamento escolar e para um melhor conhecimento de nós mesmos.
É um facto que a tecnologia tem um lado negativo e é usada, muitas vezes, da pior maneira. Mas não devia ser assim! Tudo o que criamos deveria ser no sentido de aprefeiçoar. Não existem perfeições, mas existem coisas boas e bem feitas.
Eu acredito que os computadores são coisas boas e bem feitas e que se lhe dermos o devidio uso, podemos ter, no futuro, crianças conscientes de si mesmas, do que querem aprender e com vontade para isso. A partir daí teremos que resolver outros problemas, mas antes de tudo, não podemos deixar morrer a curiosidade das crianças.

"O melhor recurso de Lauren é não ter receio de experimentar..." - Papert
Vamos tenter incutir mais a sabedoria e coragem de Lauren...

3 episódios de aprendizagem 

Os 3 episódios de aprendizagem que relata Papert demonstram um uso proveitoso e compensador do computador no processo de aprendizagem.
Antes de mais, há as máximas bem conhecidas a nível educativo de que a aprendizagem é tanto melhor sucedida quando o aluno participa voluntária e empenhadamente no processo de aprendizagem, e que a existência da decepção e honestidade neste processo contraria a ideia de que a escola deve fomentar valores morais.
No 1º capítulo fica bem claro que Lisa e Mark foram pesquisar aquele tema que provocava discussão ente eles. Procurar na Web, ver, ler, comentar e escrever, saltando de hiperlink em hiperlink era uma forma para chegar a um acordo comum - a realização de um espectáculo tirando o conteúdo da internet.
Com este episódio fica bem claro que as crianças utilizam o computador para atingir objectivos próprios, como idealizava Papert.
Achando o 3º episódio de extrema importância abordo-o passando o 2º à frente. O desinteresse de Jenny pela gramática, provocado pela incompreensão da sua utilidade levou-a a uma desmotivação própria de quem se irrita com o que estuda. A forma de Jenny inverter esta situação passa, portanto, pelo uso do computador. Enquadrado no jogo de fazer poesia sentiu a necessidade de classificar as palavras, para que posteriormente o computador o reconhecesse. Aí a situaçao ficou diferente: Jenny participava voluntária e activamente nesta situação de aprendizagem, o que levou a uma compreensão do uso da gramática, conduzindo a uma alteração na relação com a mesma, e uma melhoria significativa no rendimento.
O método de aprendizagem foi claramente alterado, sendo fulcral o uso do computador nesta situação. Para além de melhorar o dito rendimento de Jenny, fez com que esta mudasse o modo de ver a gramática, sendo aqui o computador utilizado também para atingir objectivos próprios.

Comentário ao 2º capítulo de "A família em rede" 

Neste capítulo Papert chama a atenção para a utilização, tanto benéfica como prejudicial dos computadores. É preocupação dele fazer transmitir a ideia de que a utilização do computador tem como aspecto mais importante atingir os objectivos próprios de cada indivíduo. Para tal se concretizar,há um aspecto fulcral que Papert introduz: afluência tencnológica e de aprendizagem. Estes conceitos remetem para a ideia de que a utilização do computador não deve ser feita/aprendida de uma forma superficial, mas sim, deve ser incentivado um à-vontade com a máquina por forma a facilitar esta relação e assim conseguir fazer uso proveitoso desta tecnologia, utilizando-as para atingir objectivos próprios.

terça-feira, novembro 11, 2003

Principal vantagem? Não ter medo de aprender! 

"A fluência vem com a utilização." Papert, pp. 54

É certo que os indivíduos aprendem com a experiência, logo quanto mais utilizarem o computador (por exemplo), maior será a sua aprendizagem.
Falar de fluência não significa saber muito sobre um assunto, mas sim ter o à vontade suficiente para o descobrir.


Um dos motivos que leva a que as crianças tenham mais à vontade com o computador do que os adultos é o facto de não terem medo de arriscar, de não se preocuparem com os erros.
Gostam de "investigar", pois quando cometem erros simplesmente voltam para "trás" e repetem as vezes necessárias, até chegarem aos seus objectivos.


Para além deste motivo, as crianças envolvem-se mais emocionalmente do que os adultos. Isto deve-se ao facto da aprendizagem ser encarada como divertida, estando por isso, o processo de aprendizagem facilitado.

Alguns adultos vêm a utilização das novas tecnologias como algo que "já não é para o seu tempo", encarando com desconfiança uma nova aprendizagem.
Se não querem, se têm medo de lidar com as novas tecnologias, e não se sentem à vontade, nunca iram realizar uma boa aprendizagem.


A importância da motivação para a aprendizagem! 


" A aprendizagem é mais bem sucedida quando o aprendiz participa voluntária e empenhadamente. " Papert, pp 43



Para se aprender qualquer matéria é fundamental que os alunos estejam motivados.
A motivação faz com que aluno tenha curiosidade de ir mais além, de aprofundar os conhecimentos, de pesquisar sobre os assuntos.
Se o aluno se sente à vontade com as tecnologias, se estas lhe abrem um mundo cheio de informação e novos conhecimentos, é natural que ele se sinta motivado para entrar nesse mundo e percorrer esses caminhos.
Se pelo contrário, não houver motivação, o aluno limita-se a fazer apenas o que lhe é pedido, sem se desenvolver uma autonomia na sua aprendizagem.



Não podemos negar que nos nossos dias as tecnologias suscitam bastante a atenção dos alunos. A sua utilização pode ajudar um aluno na sua aprendizagem, pois ao utilizar uma ferramenta que o estimula, este pode sentir-se mais motivado para um assunto que talvez não o motivasse tanto e deste modo terá uma melhor aprendizagem.


" Uma das maiores contribuições do computador é a oportunidade para as crianças experimenatrem a excitação de se empenharem em preseguir os conhecimentos que realmente desejam obter." Pappert, pp43


Isto porque com as tecnologias e a internet, a criança pode aceder e procurar qualquer informação, sobre qualquer assunto, que para ela seja interessante, pesquisando e aprendendo sozinha, sobre os temas que mais a motivem.


domingo, novembro 09, 2003

Caros colegas! 

Olá a todos, estive a ler alguns dos contributos e penso que era importante referir que alguns estão muito extensos. Na minha opinião deveríamos criar mais do que um contributo se tivermos mais do que uma ideia. Podíamos seguir a lógica de uma ideia, um contributo.
Que tal? espero sugestões e comentário. Um abraço para todos.

sábado, novembro 08, 2003

O que Interessa É ir Experimentando 

OqueInteressaÉirExperimentando;) 

O autor começa por fazer uma distinção entre Cyberutópicos (que acreditam nos benefícios dos computadores) e Cybercríticos (que tentam mostrar o lado "negro" da sua utilização).
No entanto Pappert admite estarem os dois errados. Ele apesar de achar o uso das tecnologias super importante, não concorda com a forma que as mesmas estão a ser utilizadas.
Ele dá o exemplo dos jogos q tentam transmitir uma aprendizagem através do engano e se há uma coisa q ele preserva na aprendizagem é a verdade.
Para além disso há também o facto dele comparar os computadores aos carros na medida em que, primeiro o ser Humano atreve-se a fabricar as coisas e só depois remedeia as consequências da sua criação. No entanto a parte mais compensadora de todo este processo é que está na consciência de cada se vai utilizar ou não o Computador, ponderando todos os seus riscos e benefícios.

No entanto eu considero, tal como o autor deste livro, que o importante no meio de tudo isto é nada mais nada menos que a Aprendizagem!

O autor fala em três casos muito flagrantes de como os Computadores podem ajudar na aprendizagem:
 8 O caso de Lisa e Mark, acerca do insecto mais repelente e a sua decisão de criar um espectáculo baseado em sites da Internet para mostrar "como as pessoas são injustas para os insectos".
 8 O caso da professora Teresa M., que propôs aos seus alunos fazerem pacotes de programas motivando-os acerca das matérias que escolheram.
 8 E o caso de Jenny, que não conseguia aprender gramática pois ainda não tinha encontrado nenhum interesse e no entanto com o programa de fazer poesia, descobriu uma motivação para a aprender, através de a utilizar como meio para atingir um fim.

A tecnologia foi também aqui neste texto comparada ao cinema para mostrar em quem ponto parámos e ate onde poderíamos evoluir. Tendo em conta que os Ciberavestruzes são os que acreditam q as novas tecnologias devem ser utilizadas no contexto de escola já existente, poderiamos dizer que em termos de cinema eles ainda estariam numa fase "teatro mais câmara"!

Outro assunto muito falado neste capítulo é a temática da fluência, assim sendo posso dizer que fiquei com a ideia de que com os cursos de informática ficamos a entender como funcionam as coisas mas não a saber como utilizá-las para atingir os nossos próprios objectivos e apesar de ajudarem a "arranjar um emprego" já que é mais um elemento para o currículo, não tem o valor que lhe é atribuído em termos de prática - para falar disto o autor faz uma alegoria com a Analfabetização. No entanto concordo que o que importa não é o emprego que vamos arranjar no futuro e sim as aprendizagens do presente, porque no meu entender, se n formos dotados da capacidade de lidar com um assunto fluentemente, nunca seremos capazes de ser bons profissionais. Pois perante um erro, uma pessoa que não é fluente, vai a correr procurar ajuda e uma pessoa que possui o dom da fluência num dado assunto, perante um erro, tentam desenvencilhar-se sozinhos ate acertarem.
Que é o caso do Lauren, que não tem receio de experimentar e por isso consegue chegar ás soluções muito mais rapidamente que o seu pai, tentando várias vezes - aprendizagem por tentativas - e com isso adquirindo Fluência na Aprendizagem para além da Tecnológica.

A distinção entre tecnologias transparentes (fáceis de observar o seu funcionamento interior) e tecnologias opacas (o seu funcionamento não é possível de ser observado devido às suas dimensões microscópicas), vai permitir compreender uma das formas opacas de funcionamento de um Computador, a linguagem HTML, utilizada para construir paginas da Internet. Páginas essas a que todos nos temos fácil acesso através do URL (endereço electrónico que normalmente começa com http://www.).

Uma das coisas que pode surgir no decorrer dessa falta de observação de como funcionam as coisas é a frustração, pois podemos estar perante um Computador e ter que estar á espera que algo aconteça sem possibilidade de fazer nada! Teremos então que entender as razões dessa espera e a quem deveremos culpar para podermos ultrapassar essa frustração.

No fim das contas deveríamos fazer todos como os "miúdos", ir experimentando até acertar, pois pelas tentativas, iremos alcançar tudo o que queremos! Tanto nas tecnologias como em tudo na vida :)



quarta-feira, novembro 05, 2003

Temos de ver o outro lado! 

Numa sociedade que está sempre em evolução é essencial acompanhar toda esse percurso e tentar adaptar-se ao novo mundo.
Mas será que é assim tão simples?
Sou da opinião que as gerações mais velhas devem tentar acompanhar as mais novas e descobrir o mundo das tecnologias, mas ao contrário do que se diz, acho que isso não é apenas uma questão de não querer aceitar que o mundo evolui, de não querer tentar acompanhar essa evolução.
Será correcto continuar a culpar as gerações mais velhas de retrógrados?
Eu acho que nos esquecemos, por vezes, que eles nasceram num contexto um pouco diferente do nosso, logo a sua aprendizagem e evolução será um pouco mais lenta, visto nós já termos nascido num mundo um pouco diferente e onde tecnologias já eram mais comuns.
Já se imaginaram a viver há 50 anos atrás?
Se calhar teríamos as mesmas dificuldades, que os nossos pais estão a ter com os computadores, ao utilizar os seus aparelhos, pois não estamos familiarizados com esse contexto, assim como eles não estão com o nosso!
Não vou dizer que eles não têm a culpa. Talvez pudessem ser um pouco mais curiosos, mas qual seria a nossa atitude?

quinta-feira, outubro 30, 2003

Computadores e Aprendizagem 

" O que os pais precisam saber sobre computadores não é na realidade sobre computadores, mas sim sobre a aprendizagem" (pp 30).

A era dos computadores levou a um novo tipo de aprendizagem, sendo assim, as crianças que desde muito novas têm contacto com essa realidade, absorvem-na e estão à vontade para lidar com ela.

O mesmo não acontece com os seus pais, estes querem aplicar as suas formas de aprendizagem aos seus filhos e como é óbvio, não conseguem. Quando se fala de computadores os pais ficam alarmados pois acham que utilizar estes "monstros" é muito difí­cil.

Uma das formas de combater estes medos é deixarem-se seduzir pelos próprios computadores, adquirirem um método de exploração própria, criando assim, a sua aprendizagem.

Ao criarem a sua própria aprendizagem vão conseguir adaptar-se e partilhar a aprendizagem dos seus filhos, contribuindo para melhorar uma busca de conhecimento em família, em rede!

Assim, o problema nãoo está em perceber muito de computadores, mas sim, perceber se a forma como lidam com eles, está correcta e não ter vergonha de querer aprender.


"...esse sentimento de inferioridade torna-se uma profecia auto-realizada" (1996: 30)

O facto dos pais se acharem inferiorizados relativamente ao uso de tecnologias e à aprendizagem destas é já um entrave à aprendizagem da utilização dos mesmos. Também o facto de eles conceberem ideias das tecnologias como algo de "monstruoso" e "complexo" contribui para um afastamento cada vez maior destas, como Papert deixa bem explícito.

"Quando uma dada actividade é marcada por um estigma, a sua inacessibilidade a gente comum acaba por se tornar um facto" (1996: 35)


As crianças e o uso dos computadores!

Um dos vários pontos que me chamaram a atenção neste primeiro capí­tulo, foi o facto de Papert afirmar que as crianças têm mais facilidades em lidar com as novas tecnologias do que os adultos (o exemplo de Ian a introduzir a cassete e carregar no PLAY).
A facilidade que as crianças apresentam a lidar com as novas tecnologias tem que ver com o facto de estas já existirem (em grande parte dos casos) no seu meio envolvente quando nascem. Sendo a infância o período por excelência em que a criança é curiosa, ela tem a necessidade de explorar o meio que a rodeia. Estando as tecnologias por perto, é natural que as crianças desenvolvam uma certa curiosidade para explorar, experimentar, fazer uso delas. Assim, desde cedo a criança, envolvida neste "meio tecnológico" vai aprendendo a lidar com ele por tentativa-e-erro e naturalmente desenvolve um à vontade que os pais não têm. Estes pais têm sentimentos ambivalentes: tanto se vangloriam por os seus filhos já saberem lidar com tais tecnologias, e ao mesmo tempo um sentimento de inferioridade se apodera deles por não saberem lidar com estas inovações.

"O que os pais precisam de saber sobre computadores não é na realidade sobre computadores, mas sim sobre a aprendizagem" (1996:30)

Com esta afirmação Papert deixa explícito que o facto de os pais não saberem tanto sobre computadores como as suas crianças tem que ver com os diferentes métodos de aprendizagem que ambos utilizam. Porém, não é claro para todos os pais que este é o cerne da questão.


Sobre a obra...

Em "Família em Rede", Seymour Papert utiliza uma linguagem muito simples, sendo desta forma muito persuasiva.
A maneira como o autor transmite o seu ponto de vista torna-se muito claro, utilizando esquemas que se assemelham muito a certas características do hipertexto (sublinhar palavras-chave que posteriormente serão abordadas), o que me parece muito interessante.


quarta-feira, outubro 29, 2003


" Os adultos não se podem convencer de que não conseguem aprender mais nada e têm de criar mecanismos de exploração autónoma" (pp 29)

Hoje em dia, a nível informático, existe um grande fosso entre gerações.
Os adolescentes crescem num mundo onde têm grande acesso a computadores, o que os leva a estarem muito familiarizados com esta tecnologia, por outro lado os adultos vêm-se obrigados a lidarem com aparelhos, para eles desconhecidos, até então.

Muitas vezes os adultos tendem a pôr as tecnologias de lado, devido à sua pouca familiariedade com estas.

É importante usar o computador, não só quando se possuem conhecimentos informáticos, mas também tentando descobrir o nosso próprio caminho, experimentando.

Por vezes aprendemos mais e melhor através de tentativas e erros, percorrendo vários caminhos até chegar à resolução do problema.

Para diminuir este fosso, os adultos têm de ser mais autónomos e partir em busca de novos conhecimentos e acreditando no seu próprio método de aprendizagem.

Olá a todos!
Tenho uma ligeira tendência para escrever e falar demais por isso perdoem-me caso eu me exceda.

Na minha opinião este capítulo acaba por ser uma introdução à obra toda, no entanto já aponta questões muito interessantes. Daqui advem a frase que eu elegi e que orienta muitos dos pontos que eu fui assinalando.

"Não é frequente que as grandes transformações se façam sem riscos."
(Seymour Papert)

Se é verdade que a sede de conhecimento, liberdade e, consequentemente, pelo poder é inerente eo Homem, será lógico pensar que iremos tentar sempre encontrar novos modos para saciar esses desejos. O tecnologia, mais especificamente o computador, veio trazer isso. As primeiras pessoas a usufruirem estes novos caminhos para o conhecimento foram as crianças. É isto que Papert exolica neste capítulo.
Esta mudança, como tudo na vida, tem dois lados. Um lado positivo será, por exemplo, a possibilidade de aprendermos e apreendermos tudo à nossa volta de um modo mais coerente ao nosso estilo, sermos mais autónomos e sentirmo-nos mais activos e consequentemente mais satisfeitos com os resultados.
Por outro lado, uma face mais negativa, o acesso à informação torna-se perigosamente mais acessível. Tal implica que estejamos sujeitos, nomeadamente crianças, a uma séria de informações que poderão ser prejudiciais. Existem outras coisas que podemos enumerar cono negativo quando falamos de computadores como o isolamento das pessoas. No entanto relativamente a este assunto Papert indica algumas suue poderão combater isso.
Esta situação atinge directamente os pais e educadores em geral pois começam a interrogar-se: O qué é de facto prejudicial ou não?
mais uma vez Papert também aconselha os educadores a usarem a sua experiência pessoal que possui um valor enorme e que pode "encontrar" muitas respostas.
Outro ponto que o autor tentou focar foi o tipo de linguagem que se usa na informática que muitas vezzes assusta a população em geral e se parece dirigir unicamente aos especialistas. Na minha opinião esta seria uma situação que deveriamos mudar pois isso iria aproximar todas as pessoas ao computador e não apenas as crianças que nunca têm medo de nada.

Há muitas mais coisas que eu poderia dizer, mas se eu começar a focar todos os pontos acho que não saiu daqui. Estou muito interessada nas próximas ideias que Papert apresenta neste livro e aprender mais um pouco.

Boas ideias a todos!!!

domingo, outubro 26, 2003

O papel dos pais perante a tecnologia e educação das crianças.


Este primeiro capítulo do livro "A familia em rede", não levanta debate acerca da liberdade vs. censura ou das crianças vs. adultos, mas fundamentalmente o mais importante é o facto da drástica mudança de aprendizagem e de todos os meios facilitadores desta mudança.


O que Papert sugere é uma integração de livre vontade e sem receios por parte dos pais de modo a que estejam de mãos dadas com a constante evolução das tecnologias, só assim é que a aprendizagem de estilo familiar terá futuro.


Se pensarmos na dificuldade que uma mãe sente na aquisição (presenciada por Papert) de um software educativo, percebemos que esta mãe não está integrada nem entende o que é melhor para o seu filho, mediante as ofertas disponíveis no mercado. Se eventualmente acompanhasse, brincasse, explorasse o software que compra para o seu filho deixaria de ter dúvidas quanto ao seu investimento.


Por último, deixo-vos uma questão que para mim está implicita neste primeiro capítulo:
- Não será esta geração sedenta de cultura?
- Não estarão os pais cada vez mais absorvidos nos seus problemas terrenos e materialistas, deixando muitas vezes a aprendizagem dos seus filhos em mãos alheias?


Na minha opinião os pais deveriam dedicar-se um pouco mais à aprendizagem das suas crianças, futuros adultos do amanhã, que na infância mais do que em qualquer outra altura, necessitam do seu apoio e compreensão.



O “amor” entre crianças e computadores é universal....

Não se pode dizer que dependa da cultura nem do estatuto social, pois as crianças vibram em frente a um computador pois nele podem “mandar”, é um universo só deles.

Mais uma vez, para variar, os pais nunca estão satisfeitos com nada, pois se por um lado querem que os filhos evoluam, por outro lado receiam essa evolução. A ideia é que os filhos sejam os melhores mas sempre sem ser melhor que eles.

Para aceitar essa mudança, terão que entender que a educação dos filhos não depende apenas da educação familiar que recebem, antes pelo contrário, cada vez mais as crianças estão a adquirir conhecimentos fora do seio familiar e independentemente dos adultos, pois cada vez mais estão a surgir meios de informação apoiados pelas Novas Tecnologias e cada vez mais cedo estão a aprender a lidar com elas.

Já os adultos, na maioria das vezes agarram-se ás suas tradições e não conseguem acompanhar o ritmo de aprendizagem efectuado pelos seus filhos, perdendo desta forma alguma credibilidade para as crianças e adolescentes que sentem que eles estão “ultrapassados”.

Existem adultos – caso da Lisa – que subestimam as suas capacidades tecnológicas e preferem não tentar utiliza-las para não falharem e não sentirem a sensação de derrota frente aos seus filhos.

Depois existem adultos – como o Ron – que utilizam os seus conhecimentos informáticos mas que entram em pânico quando se lhes fala de um conceito que ainda não dominam.

Já no caso das crianças, as palavras que desconhecem vêem trazer-lhes novos desafios e vontade de aprender, já que a ideia final é dominar tudo o que se relacione com a computação.

Neste livro Papert tenta dar confiança suficiente aos pais para aprenderem a usar os seus conhecimentos sem receio de falhar, já que para aprender, é necessário reconhecer os erros e tentar novamente.

O que ele sugere é uma ajuda mútua entre pais e filhos, a realização de actividades conjuntas é uma boa forma de se apoiarem e aprenderem uns com os outros. Isso vai promover a confiança dos pais e a responsabilidade das crianças.


sábado, outubro 11, 2003

Este Blog tem como objectivo permitir a reflexão que os alunos vão fazer sobre o uso das TIC em Educação com base na leitura do livro A Família em Rede de Seymour Papert.

quinta-feira, outubro 09, 2003

Olá a todos! Sejam bem-vindos à BlogMania!

Espaço de publicação online a propósito da leitura de uma obra de Seymour Papert

Projecto colectivo da disciplina de Tecnologias Educativas III - 2004. Leitura da obra de Seymour Papert (ed. portuguesa, 1997)

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